Brasília-DF,
20/OUT/2017

Novelas brasileiras apostam na repetição para não correr riscos

Globo, Record e SBT fogem da inovação por meio de reprises, continuações e tramas recicladas

Diminuir Fonte Aumentar Fonte Imprimir Corrigir Notícia Enviar
Publicação:17/01/2016 07:00Atualização:15/01/2016 15:13
Juliana Paiva repete até os trejeitos de uma novela para outra (Eduardo Biermann/CONTIGO)
Juliana Paiva repete até os trejeitos de uma novela para outra

Dejà vu é a sensação de que se esteve no mesmo lugar, com as mesmas pessoas, repetindo um mesmo diálogo. Ou a experiência de acompanhar algumas novelas brasileiras. Das reprises constantes do SBT aos elencos e tramas batidas da Record e da Globo, inovação não parece ser a prioridade das emissoras brasileiras.
 
No ano passado, o canal de Sílvio Santos conquistou uma boa parcela da audiência brasileira com um bloco de novelas, composto em boa parte por remakes ou reprises. Carrossel (que agora é desenho!) e Cúmplices de um resgate se destacaram como empreitadas bem-sucedidas do canal paulistano ao lado da reprise do clássico mexicano A usurpadora e do incansável Chaves. Neste ano, o SBT deve repetir a fórmula, trazendo mais produções mexicanas com atores que se tornaram populares em terras brasileiras, como Angelique Boyer e David Zepeda.
 
Já na Record, a novela Os dez mandamentos, um dos maiores sucessos televisivos de 2015, retorna às telinhas com uma segunda temporada. Antes da estreia dos novos episódios da saga bíblica, em março, a emissora reprisa os dramas religiosos Rei Davi e José do Egito. A Record encontrou na Bíblia o roteiro para o sucesso e parece disposta a utilizar essa fonte até a exaustão.
 
A Globo também segue o mesmo caminho. Tentando repetir o enorme sucesso da novela Avenida Brasil, a maior emissora do país tem encomendado produções que se vendem como Avenida Brasil 2.0. O criador da trama protagonizada por Adriana Esteves e Débora Falabella, João Emanuel Carneiro, assina a atual novela das 21h, A regra do jogo. Impossível não se lembrar do Leleco, de Marcos Caruso, ou do Jorginho, de Cauã Reymond, ao assisti-los como Feliciano e Juliano.
 
Devido a essa tendência, atores promissores, como Felipe Simas, acabam se restringindo a uma nota só. Simas vive, em Totalmente demais, Jonatas, personagem que sofre por ter uma família desestruturada e precisa se sacrificar para subir na vida. Essa poderia ter sido a descrição feita para o personagem do jovem ator em Malhação, o rebelde Cobra. O mesmo acontece com Juliana Paiva, que repete até os trejeitos da Fatinha de Malhação como a Cassandra de Totalmente demais. É, realmente, demais!


COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva dos autores.

CINEMA

TODOS OS FILMES [+]

BARES E RESTAURANTES

EVENTOS






OK