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16/DEZ/2017

'Vinyl' de Martin Scorsese e Mick Jagger estreia na HBO

Série mostra os bastidores do mundo da música na década de 1970

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Publicação:14/02/2016 07:00Atualização:12/02/2016 16:13
'Vinyl' retrata a vida em Nova York em tempos de sexo, drogas e rock'n'roll (HBO/Divulgação)
'Vinyl' retrata a vida em Nova York em tempos de sexo, drogas e rock'n'roll
 
Neste domingo (14/2), sexo, drogas e rock’n’roll invadem a tevê com a estreia de Vinyl, na HBO. Uma coprodução do canal com Martin Scorsese, Mick Jagger e Terence Winter, a série dramática estreia simultaneamente no Brasil e nos Estados Unidos. O seriado conta a história de um produtor da indústria fonográfica na década de 1970 em Nova York. Narração, flashbacks, detalhes de época e uma trilha sonora de tirar o fôlego fazem de Vinyl um irmão de clássicos do cineasta nova-iorquino como Os bons companheiros e Cassino.
 
 
O programa piloto de duas horas, dirigido por Scorsese, introduz o público a Richie Finestra (Bobby Cannavale), fundador e presidente da gravadora American century records, que está prestes a ser vendida. Desiludido com o estado da indústria, Finestra mergulha em uma espiral de álcool e cocaína. Na primeira cena, o público testemunha o colapso nervoso do executivo em um estacionamento quando, quase que num passe de mágica, um som único e instigante começa a tocar. A alguns metros do carro, o New York dolls está se apresentando.

A série também conta com Oliver Wilde (House) como a esposa de Finestra, Devon, ex-atriz e modelo que está no ciclo de amizades do lendário artista plástico Andy Warhol. Ray Ramono vive Zak Yankovich, sócio da American century, que mantém uma relação profissional tensa com o protagonista, especialmente quando o rumo da gravadora é alterado pela revolução musical de 1973.
Vinyl vai se aprofundar na história do rock setentista com participações especiais que darão vida a lendas do gênero como Robert Plant,
 
David Bowie, Stephen Stills, David Crosby, Hilly Kristal e Peter Tosh. A maior aposta da HBO para a temporada chega trazendo de volta o estilo de vida pesado e frenético que marcou uma geração.
 
Três perguntas para Bobby Cannavale
Bobby Cannavale é o produtor musical Richie Finestra (HBO/Divulgação)
Bobby Cannavale é o produtor musical Richie Finestra
 
O que você sabe sobre essa época de Nova York (1973)? 
Eu nasci em 1970, então é claro que eu era muito pequeno; mas nos anos 80 eu era adolescente. A música dos anos 70, assim como os filmes dos anos 70, eram muito melhores do que nos anos 80. Então na adolescência eu via filmes dos anos 70, ouvia música dos anos 70 – eu li muitos livros sobre essa época, e eu sabia bastante sobre o assunto. Eu tive três anos para me preparar, então eu li muitos livros e tive acesso a recursos incríveis – pessoas daquela época nos ajudaram muito na série. O Martin [Scorsese], o Mick [o cantor Mick Jagger, criador e produtor da série] e o Terry [Winter] me colocaram em contato com todas as pessoas que eu queria conhecer. 

Você se sentiu intimidado em algum momento ao se encontrar com esses nomes tão importantes? 
Na verdade só depois do encontro. Eu aproveito bem quando estou com alguém assim porque senão não é útil, não é produtivo. Eu mantenho o foco nessas situações, mas com a Patti Smith eu fui um bobo. Provavelmente ela não vai querer se reunir comigo de novo. Em geral eu espero até chegar em casa e despejo tudo na minha namorada. Todos eles me impressionam. Mas, na hora,eu me controlo muito bem com todos eles. 

Mick Jagger foi muito útil quanto à precisão sobre o que acontecia nesse mundo nos anos 70?
Provavelmente a pessoa que mais me assustou foi o Mick. Eu demorei para me sentir à vontade ao lado dele. Sair com o Mick é como sair com o sol. Literalmente. Você não sabe o que dizer. Não existe nada que você possa dizer que ele nunca tenha ouvido antes. Não existe nada que você possa dizer que possa surpreendê-lo. Mas foi muito útil para mim, depois que eu me habituei a estar perto dele, vendo como as pessoas se comportam em volta dele. Estar com ele, sair para jantar com ele, ir aos shows, ter acesso aos bastidores, voltar 
para o hotel com ele, passar um tempo no hotel, sair por aí com ele, eu via as pessoas e a maneira como elas o tratavam. Foi muito bom ouvir as histórias, mas eu ouvia da perspectiva de um superstar, o que não é tão útil para o personagem quanto ver como as pessoas se comportam em torno de um superstar. Era uma perspectiva realmente única estar perto dele. E quando eu estava saindo com o Mick ninguém estava prestando atenção em mim. 
 
Serviço
Vinyl, domingo, na HBO, à meia-noite. Não recomendado para menores de 16 anos.

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