Brasília-DF,
11/DEZ/2017

Gael García Bernal e Cuba Gooding Jr. brilham na tevê

'Sinfonia insana' e 'American crime story: o povo contra O. J. Simpson' são sucesso de crítica e público

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Publicação:14/02/2016 07:00Atualização:12/02/2016 14:00

Gael García Bernal ganhou o Globo de Ouro pela performance em 'Sinfonia insana' (Ali Goldstein/Sony Pictures/Divulgação)
Gael García Bernal ganhou o Globo de Ouro pela performance em 'Sinfonia insana'
 

Com o crescimento de produções televisivas de alto escalão, o veículo tem atraído cada vez mais atores, diretores e produtores que começaram a carreira no cinema. HBO, FX e Netflix investem em séries que emulam o glamour cinematográfico: atuações impactantes, efeitos especiais impressionantes e diretores do primeiro time. 

 

Não é só o rock’n’roll e o country que estão no centro de grandes produções televisivas. Sinfonia insana, que volta com a segunda temporada nesta terça-feira, mostra um outro lado da música clássica e daqueles que são apaixonados por ela. Protagonizada por Gael García Bernal, premiado com o Globo de Ouro de melhor ator em comédia pelo papel, a produção mostra os bastidores da Orquestra Sinfônica de Nova York, uma das mais prestigiadas do mundo. Um misto de comédia romântica, realismo fantástico e drama, a produção está entre as mais prestigiadas da tevê americana na atualidade.

 

A dinâmica entre os membros da sinfonia é o ponto principal da série. Conflitos, amizades e romances devem ser deixados de lado quando se sobe ao palco, onde o entrosamento e a intimidade entre os músicos são traduzidos em performances vibrantes e inesquecíveis. Em um dos momentos mais aguardados da nova temporada, Gloria Windsor (lendária atriz da Broadway) viverá a talentosa Bernadette Peters, a presidente do diretório da Orquestra e dona de uma voz espetacular.


Rodrigo, personagem de García Bernal, excêntrico maestro que está no comando do grupo, entra em cena com um olhar único sobre a música clássica e passa a implementar uma série de mudanças. Ao lado do ator mexicano, está Lola Kirke, intérprete de Haley, jovem e talentosa oboísta que tem no maestro não apenas um mentor, mas um parceiro. O beijo entre os dois foi considerado por muitos fãs como o ápice da primeira temporada.

 

Jason Schwartzman e Roman Coppola, criadores da série, basearam a história no livro Mozart in the jungle, de Blair Tindall. Com o sucesso das duas temporadas iniciais do seriado, a Amazon, produtora original da série, já garantiu uma terceira temporada. Além de García Bernal, que chegou aos holofotes por meio do cinema latino e espanhol, o seriado traz Malcom McDowell, ator britânico que chocou o público nas décadas de 1960 e 1970 com papéis em Laranja mecânica Calígula.

Serviço 

Fox life. Estreia na terça-feira às 22h. Não recomendado para menores  de 14 anos.

 

O seriado estrelado por Cuba Gooding Jr. conta história real  (Michael Becker/Divulgação)
O seriado estrelado por Cuba Gooding Jr. conta história real
 

História real 
Cuba Gooding Jr., vencedor do Oscar de melhor ator coadjuvante por Jerry Maguire: a grande virada, apresenta uma performance emocionante e real como o ex-jogador de futebol americano O.J. Simpson em American crime story: o povo contra O. J. Simpson.

 


No começo da década de 1990, o julgamento do ex-atleta mobilizou a mídia americana como poucos casos até e desde então, repórteres vasculhavam o lixo dos advogados de defesa e promotores, cinegrafistas faziam vigília nos escritórios, tribunais e casas dos envolvidos e um clima de tensão e desconfiança estava estabelecido entre a população. 

 

Esta não é a primeira vez que a história fascinante chega à televisão (o canal CBS lançou uma minissérie em 2010 sobre o crime), mas, sob o comando de Murphy, o elenco de American crime story apresenta personagens que mantêm as complexidades de pessoas reais sem se tornarem caricatos.


Sarah Paulson, Nathan Lane e David Schwimmer dão força ao elenco de apoio e conquistam o espectador logo nos primeiros episódios. Outro grande nome da série é John Travolta, o eterno rei das pistas de dança, que vive o advogado Robert Shapiro.


A série chega em um momento no qual histórias de crime estão em alta. Ao contrário do sucesso Making a murderer, do Netflix, que mostra como é difícil para quem é pobre encontrar justiça, a história de O.J. retrata o outro lado da moeda. Para quem é fã de tramas policiais, a produção é imperdível e para quem não curte, pelo clima novelão, vale a pena uma espiadinha.

Serviço

American crime story FX, toda quinta-feira, às 22h30. Não recomendado  para menores de 12 anos.

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