Brasília-DF,
08/DEZ/2016

Ellen Oléria estreia na tevê no programa 'Estação plural'

A atração da TV Brasil celebra a diversidade e conta ainda com Fefito e Mel Gonçalves

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Diego Ponce de Leon Publicação:28/02/2016 07:00Atualização:26/02/2016 14:16
 (Diego Bressani/Divulgação)

Ellen Oléria é plurivalente. Embora seja conhecida pela música, pelo vozeirão e pelo repertório, nem só de canto vive Ellen. A partir da próxima sexta-feira, o espectador terá chance de conferir a artista como apresentadora de tevê. Ao lado do jornalista Fefito e da também cantora Mel Gonçalves, da banda Uó, a brasiliense surge à frente da nova atração da TV Brasil, Estação plural.

O programa aparece com uma proposta inédita e ousada na grade aberta: discutir temas relacionados à diversidade, ao preconceito e à intransigência social. Racismo, homofobia, a cultura LGBT, por exemplo, serão algumas das pautas tratadas e debatidas pelos apresentadores e por convidados. No primeiro episódio, o médico Drauzio Varella, a atriz Bruna Lombardi e a jornalista Bárbara Gancia fortalecem a roda de discussão.


“Estou muito feliz com a possibilidade de vivenciar essa diversidade na tevê brasileira. A expectativa é essa: que a gente compartilhe um pouco do nosso olhar, desmistifique um bocado o que é ser e estar na nossa pele e que o povo brasileiro curta muito”, comentou a cantora e, agora, apresentadora Ellen Oléria, durante o lançamento do programa. Detalhe: em breve, ela sobe aos palcos como atriz. Ela não para. Axé!

Três perguntas // Ellen Oléria

Qual é o diferencial do programa?
Pela primeira vez na tevê brasileira, temos um programa apresentado por um grupo tão diverso. A intenção da TV Brasil foi reunir duas apresentadoras e um apresentador com um perfil LGBT para diluir as margens do preconceito e aproximar as pessoas da diversidade, humanizando nossos olhares. A TV Brasil se torna precursora em um programa com cobertura nacional que une duas mulheres negras em posição de destaque. Isso representa um fortalecimento dos direitos civis no Brasil, principalmente quando entendemos que o Estação plural é um produto da nossa tevê pública.

De que forma sua jornada de vida vem a somar ao programa?
O Estação plural é um programa de opinião. Imagina: compartilhar o ponto de vista de uma artista que vive de sua música em tempos que imperam os gritos midiáticos que anunciam crise em todos os setores. Eu posso olhar o mundo enquanto uma mulher negra e narrar minhas memórias, minhas identidades contra-hegemônicas e minha ancestralidade gloriosa. E meu desejo é que minha trajetória possa multiplicar as possibilidades de futuro que nossa comunidade vislumbra.

Foi fácil encarar o ofício  de apresentadora?
Não posso dizer que tem sido fácil. A tevê tem uma linguagem muito diferente da que trabalhei com maior afinco nos últimos anos. A música se tornou meu lugar de conforto. E sei que a geração da desobediência civil, que lutou contra a censura conquistando a liberdade de fala, deixou também pra nós, esta nossa geração, o desafio de eleger o que falar em todos esses espaços conquistados. Apesar dessa responsabilidade, tenho me dedicado a usá-la com compromisso e alegria.

Ellen Oléria: “Eu posso olhar o mundo enquanto uma mulher negra e narrar minhas memórias, minhas identidades contra-hegemônicas e minha ancestralidade gloriosa”

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