Brasília-DF,
11/DEZ/2017

Antigas tramas televisivas tinham até submarino a serviço do planeta

Viagem ao fundo do mar trouxe extraterrestres e monstros submarinos em uma das séries de ficção mais duradouras da televisão

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Ataide de Almeida Jr. Publicação:28/02/2016 07:00Atualização:26/02/2016 14:19

 (ABC/Reprodução)
 

 

É bem comum que filmes de sucesso, principalmente os que envolvem ficção científica ou super-heróis, ganhem versões para a televisão. Foi assim, por exemplo, com Superman, Minority Report, Psicose (Bates Motel) e Buffy, a caça vampiros. Quem também entra nessa lista é o longa Viagem ao fundo do mar, lançado em 1961, e que, três anos depois, foi parar na televisão com o mesmo nome.


Tanto o filme quanto o seriado foram baseados na obra Vinte mil léguas submarinas, de Julio Verne, e contam a história da tripulação a bordo de um submarino nuclear, chamado S. S. R. N. Seaview, que, secretamente, tem a missão de proteger o planeta de todos os ataques extraterrestres — detalhe: o seriado se passa nos anos 1970. Dentro dele há toda um artefato tecnológico para localizar vidas extraterrestres e combatê-las. Quem comanda o lugar é o almirante Harriman Nelson e o comandante Lee Crane.


Cada temporada tinha uma linha bem definida pelos autores, com acontecimentos paralelos, mas que não influenciavam tanto no decorrer da história. Na primeira fase, por exemplo, a espinha da série era relacionada ao tema da Guerra Fria e espionagem, sem se esquecer da parte ficcional e extraterreste, como alienígenas, monstros da água e até dinossauros. Além disso, ocorria uma ameaça de um governante de fazer a terra tremer com uma nova tecnologia. A equipe do almirante, então, deveria conter todos os ataques com os recursos do submarino.

Apesar de a tecnologia não ter tanta qualidade como hoje, Viagem ao fundo do mar não fazia feio. Os monstros submarinos e até mesmo os seres de outro planeta eram construídos de forma a passar um certo medo. O que contribuía para os momentos de tensão eram as trilhas sonoras.


Já no início da série, a música The seaview theme, composta por Paul Swatell, mostrava que o submarino nuclear e sua tripulação não estava para brincadeira. No decorrer do tempo, Jerry Goldsmith começou a colocar o seu talento em prática e criou versões reorquestradas para os episódios, além de uma nova composição para o tema de abertura.

A série teve, no total, quatro temporadas, nas quais foram distribuídos os 110 episódios. Viagem ao fundo do mar ficou no ar, na televisão norte-americana, de 14 de setembro de 1961 a 31 de março de 1968, sendo uma das mais longas séries de ficção da televisão. Por aqui, TV Record, TV Tupi, TV Bandeirantes, TV Globo, Fox e FX já exibiram o seriado em diferentes anos.


SAIBA MAIS

Projeto barato

Tanto o filme quando o seriado foram criados por Irwin Allen, que ofereceu à Fox fazer a adaptação para a televisão, utilizando todo os figurinos, cenários, modelos de efeitos especiais e algumas cenas para que a produção fosse mais barata. Com tantos benefícios, foi fácil a emissora aceitar a continuidade da obra, que durou até 1968.

Música
Os responsáveis pela trilha sonora de Viagem ao fundo do mar também são conhecidos por importantes trabalhos na televisão e no cinema. Paul Swatell, que morreu em 1971, foi responsável pelas músicas da série de filme de Sherlock Holmes dos anos de 1940. Já Jerry Goldsmith tem uma carreira ainda mais extensa, passando por Planeta dos macacos, de 1968, até Star trek: nemesis, de 2002. Goldsmith morreu em 2004.

Reunião

Em uma convenção, realizada em 2014, parte do elenco de Viagem ao fundo do mar se reencontrou. David Hedison (capitão Lee Crane), Terry Becker (chefe Sharkey), Allen Hunt (marujo Riley) e Derrik Lewis (tenente O’Brien) estavam presente no evento e tiraram fotos com os fãs. Pouco tempo depois, Terry Becker morreria aos 93 anos.

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