Brasília-DF,
23/JUN/2018

No segundo dia, festival Latinidades discute a ancestralidade e o feminismo negros

Um dos momentos mais esperados do evento acontece na conferência 'Nós que acreditamos na liberdade não podemos descansar: lições do feminismo negro'

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Adriana Izel Maíra de Deus Brito Publicação:24/07/2014 06:03Atualização:24/07/2014 09:36
Norte-americana Patricia Hill Collins, professora de Sociologia na Universidade de Maryland (EUA) (Arquivo Pessoal/Divulgação)
Norte-americana Patricia Hill Collins, professora de Sociologia na Universidade de Maryland (EUA)

O segundo dia do Latinidades — Festival da mulher afro-latino-americana e caribenha, que tem como tema os Griôs da diáspora negra, começa com o resgate da ancestralidade em debate com Célia Maria Corsino, Heloisa Pires Lima e Martha Rosa Queirós sobre a memória, a política e a sustentabilidade da população negra. A discussão dos territórios negros como fontes de sabedoria ancestral fica com Ângela Gomes, Débora Marçal, Fernando Batista e Inés Morales, que integra o Movimiento de Mujeres Negras de la Frontera de Esmeraldas (Equador).

Um dos momentos mais esperados do evento acontece, às 19h, na conferência Nós que acreditamos na liberdade não podemos descansar: lições do feminismo negro. Pela primeira vez no Brasil, a norte-americana Patricia Hill Collins, professora de Sociologia na Universidade de Maryland (EUA), é considerada uma das principais teóricas do feminismo negro.

Além de ter atuado como chefe do Departamento de Estudos Afro-Americanos na Universidade de Cincinnati, ela é autora de obras dedicadas ao tema, como o livro Black feminist thought (pensamento feminista negro, em tradução livre), em que fala sobre o assunto por meio das figuras Angela Davis, Alice Walker e Audre Lorde, conhecidas internacionalmente pela luta contra o racismo. A estudiosa também é dona de argumentos de que vivemos em sociedades organizadas em sistema de poder que criam desigualdades de gênero, sexualidade e raça.

Confira a programação:

Nesta quinta-feira (24/7), no Auditório principal do Museu Nacional da República (Esplanada dos Ministérios). Entrada franca (espaço sujeito a lotação). Classificação indicativa livre.

10h

» Sabedoria ancestral: memória, política e sustentabilidade com Célia Maria Corsino, Heloisa Pires Lima e Martha Rosa Queirós. Mediação: Dalila Negreiros.

14h

Oficina infantojuvenil História da Princesa Alafiá (Projeto Ton Ogbon) com Sinara Rúbia e Ludmilla Almeida (RJ).

15h

Territórios Negros: fontes de sabedoria ancestral com Ângela Gomes (MG), Débora Marçal, Fernando Batista (PE) e Inés Morales. Mediação: Paula Balduino.

18h30

Exibição do curta-metragem O dia de Jerusa, de Viviane Ferreira (BA/SP).

19h

Conferência Nós que acreditamos na liberdade não podemos descansar: lições do feminismo negro com Patrícia Hill Collins. Mediação: Ana Cláudia Pereira.

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