Brasília-DF,
19/NOV/2018

Otávio Müller encena primeiro monólogo da carreira em A vida sexual da mulher feia

O diferencial da peça, segundo o ator, é que, além de poder participar do espetáculo, dividindo o palco com ele, a plateia assiste à sua transformação

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Rebeca Oliveira Publicação:07/11/2014 06:35Atualização:07/11/2014 13:17
Otávio Müller se transforma em Maricleide no palco (CHAIM Produções/Divulgação)
Otávio Müller se transforma em Maricleide no palco
“Eu sou aquela que, quando cruza a sala a caminho da xerox, ouve dois colegas do escritório falando em voz supostamente baixa: entre a Ju e a morte, quem você escolheria?”. É com esse clima que a escritora gaúcha Claudia Tajes começa o bem-humorado best-seller A vida sexual da mulher feia, publicado em 2005 e que, este ano, foi adaptado ao teatro pelas mãos da dramaturga Julia Spadaccini. Em cena, o ator Otávio Müller vive a personagem central, rebatizada de Maricleide.

A peça, em cartaz apenas este fim de semana em Brasília, marca a estreia do ator em monólogos. “Fazemos uma comédia rasgada, mas que tem seus momentos emocionantes. Contamos a vida amorosa desta mulher desfavorecida esteticamente. Seu primeiro beijo, a primeira transa”, adianta Otávio.

O diferencial, segundo ele, é que, além de poder participar do espetáculo, dividindo o palco com ele, a plateia assiste à sua transformação. “Mudo de figurino durante a apresentação. Começo vestido com roupas minhas até virar totalmente a mulher feia que dá nome à peça”, explica o ator, que teve a supervisão do diretor e também ator Amir Haddad para compor o papel.

Há 30 anos na profissão, Müller ficou conhecido por personagens com veia cômica, como Djalma, do seriado Tapas e beijos, exibido nas noites de terça-feira. Nos bastidores da produção, ele conheceu a escritora Claudia Tajes, também roteirista da atração.

Duas perguntas Otávio Muller

Por que, com quase 30 anos de carreira, decidiu encarar o palco sozinho pela primeira vez?


Estar em um monólogo não era exatamente um sonho ou algo que eu achava que tinha que fazer. Como sou uma pessoa inquieta, que inventa muitos projetos, tanto para a tevê quanto para o cinema e o teatro, acho que esse seria o formato ideal. O livro A vida sexual da mulher feia tem várias possibilidades de narrativas. Tanto que um longa-metragem baseado nele já está em fase de produção. E penso em transformá-lo também em um musical. No entanto, neste momento, o monólogo foi a melhor maneira de apresentar ao público a escrita da Claudia Tajes, que é incrível.

Você já participou de outros projetos que têm o sexo como ponto central. Por que acredita que o assunto ainda é um tabu?

Eu não vejo esse e nem outros assuntos como tabus. O palco é um lugar onde não se deve ter tabus, e quem assistir à peça vai rir o suficiente para entender o porquê. A maioria dos assuntos ainda gera muito ti-ti-ti por pura besteira. Nunca me senti censurado, sou um ser desembestado, tanto que, no palco, eu e o público brincamos o tempo inteiro.

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