Brasília-DF,
17/JUN/2018

Festival Abre Caminhos recebe Ilê Aiyê e Filhos de Dona Maria

O evento destaca os laços entre samba, religiosidade e raízes africanas

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Adriana Izel Publicação:30/10/2015 06:00Atualização:29/10/2015 18:30
Ilê Aiyê comemora com o show 42 anos da fundação do bloco (André Furtado/Divulgação)
Ilê Aiyê comemora com o show 42 anos da fundação do bloco

A cultura afro é o mote do Festival Abre Caminhos, que começa hoje, a partir das 20h, na Praça dos Orixás. O evento tem como objetivo “abrir caminhos” — como o próprio nome diz — para destacar os laços entre o samba, a religiosidade e as raízes africanas.

O Ilê Aiyê é uma das atrações mais aguardadas. O grupo se apresentará hoje, às 21h. Mesmo com o formato reduzido, em que vem metade dos integrantes, o projeto promete trazer um show parecido com o que foi feito na última semana no Pelourinho, em Salvador. “Preparamos uma apresentação especial porque no domingo comemoramos 42 anos da fundação”, afirma Bamba, um dos integrantes do bloco.

Também hoje, o grupo brasiliense Filhos de Dona Maria aproveitará o show para lançar o primeiro disco da carreira, Todos os prazeres, que estará à venda durante o evento ao preço promocional de R$ 10. O disco traz canções autorais da banda e foi financiado com ajuda do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) e também com o dinheiro arrecadado com o evento mensal produzido pelo grupo, Terreirada no Círculo do Operário, no Cruzeiro.

“Algumas das músicas do CD nós já tocávamos em nossos shows, outras foram criadas na pré-produção do disco. São canções que falam de religião e da cultura afrobrasileira”, explica o músico Khalil Santarém.

Quatro perguntas // Khalil Santarém

Como foi o processo de gravação do CD?
Foi, de certa maneira, bem rápido. Fizemos uma pré-produção em que decidimos o repertório, os arranjos e as participações especiais. Algumas músicas nós já tocávamos na rua, e outras foram surgindo nesse processo.

Como você define o samba que vocês fazem?
Quando criamos o grupo, queríamos falar da religiosidade afro, mas também da cultura afrobrasileira de modo geral. O samba é uma manifestação afro, mas nem sempre essa temática está inserida no gênero e é isso que fazemos.

O disco chama Todos os prazeres. Por que esse título?
É o nome de uma das músicas, que é uma canção que fala um pouco sobre a história do grupo e de como ele surgiu. A música meio que nos representa.

Como foram definidas as participações especiais?
A primeira participação que a gente gravou foi do Afoxé Alafin Oyó de Pernambuco. Também tivemos a Fabiana Cozza, que assim como Alafin gravou uma composição nossa. O Wilson das Neves é outro convidado e eu dividi os vocais com ele em uma composição dele.

SERVIÇO

Festival Abre Caminhos
Praça dos Orixás (Setor de Clubes Sul). Hoje, às 20h; amanhã, às 18h; e domingo, às 16h. Com show do Bloco Ilê Aiyê, Filhos de Dona Maria, Glória Bomfim, Renata Jambeiro, Teresa Lopes, Bongar, Adora Roda e Cris Pereira. Entrada franca. Não recomendado para menores de 12 anos.

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