Brasília-DF,
15/AGO/2018

Festival traz a cultura brincante nordestina para Brasília

Os grupos Nação Estrela Brilhante Igarassú e Coco de Besouro Mangangá se apresentarão no 'Festival Samba de coco e maracatu'

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Publicação:20/11/2015 07:00Atualização:20/11/2015 10:05

O grupo local  Afoxé Ode Igbo é uma das atrações do festival que movimentará o Paranoá (Divulgação )
O grupo local Afoxé Ode Igbo é uma das atrações do festival que movimentará o Paranoá
 

No mês da consciência negra, os ritmos de origem africana tomam conta da Praça central do Paranoá com sons que representam a raiz brasileira. No ritmo de alfaia, bombo e tarol, o Festival Samba de coco e maracatu mostra aos brasilienses a força da cultura popular nordestina.

O evento conta com a participação de grupos como Nação Estrela Brilhante Igarassú e Coco de Besouro Mangangá, além de oficinas, exposições e debates. “A proposta é trazer os mestres brincantes para a cidade”, afirma Randal Andrade, um dos organizadores do evento.

Além do Tamnoá, o festival contará com as presenças dos grupos Afoxé Ode Igbo e Coco de Oyá e de apresentação de espetáculos como Rabequinha toca Mozart, da Cia. Burlesca, entre outras tantas atrações.

 

Maracatu
Dividido em Maracatu Nação, ou Maracatu de baque virado, e Maracatu rural, ou maracatu de baque solto, o ritmo é um dos principais símbolos da cultura popular nordestina. Marcado pela tradição dos Reis de Congo, ou pelas raízes afro-indígenas, os maracatus tem como base instrumental o bombo, que faz a terra tremer, o tarol, que segura e preenche o ganzá e os agogôs ou gonguês.

 

Samba de coco
O Samba de coco é uma dança que representa a essência brincante da história brasileira. No ritmo do coco, que é marcado pelas batidas do ganzá, surdo, alfaia, caixa, tarol, pandeiro e triângulo, trabalhadores entoavam cantos, que são louvados até hoje mostrando o valor da cultura nordestina. Com traços indígenas e influência africana, as batidas, que foram deixadas de herança para nós, lembram os cantos dos negros durante o ritual da quebra do coco, e fazem parte da tradição cultural dos estados da Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Alagoas e Pernambuco.
 

SERVIÇO
Samba de coco e maracatu
Quadra Coberta do Paranoá (Praça Central, conj. A/B, Área Especial, ao lado da Administração). Hoje, a partir das 16h; amanhã, a partir das 10h; e domingo, a partir das 14h. Entrada franca. Classificação indicativa livre.

 

Hoje
16h, Cortejo de Abertura Tamnoá e Tambores de Responsa e apresentação de rua: Marcando o Passo com Rafa Nepomuceno (SP)
17h, Palhaça Matusquella: Um anjo de palhaça (DF)
20h, Coco dona Olga com Mestre Gimar (PE)
21h, Odete de Pilar (PB)
22h, Maracatu Leão da Campina (PE)

Amanhã
10h, Oficina de Fotografia Positivo na Lata – Com Randal Andrade
11h, Apresentação da Cia Burlesca, com a peça infantil " Rabequinha toca Mozart" (DF)
14h, Debate, Exposição e Mostra Fotográfica
15h, Capoeira
16h, Oficina de Maracatu com Mestre Gilmar da Nação Estrela Brilhante Igarassú (PE)
17h, Oficina de Pandeiro com George Lacerda (DF)
18h, Forró de Vitrola (DF)
20h, Afoxé Ode Igbo (DF)
21h, Roda de coco - Participação: Nãnan Matos/ Rafa Nepomuceno/ Randal Andrade /George Lacerda
22h, Coco de Oyá (SP)
23h, Maracatu - Nação Estrela Brilhante Igarassú com Mestre Gilmar(PE)

Domingo
14h, Apresentação e Oficina de Percussão com Batukenjé (DF)
15h, Oficina de Coco com Odete de Pilar PE)
16h, Palestras: Mestres do Coco – Gilmar, Galo Preto (PE) e Odete de Pilar (PE)
17h, Batalá(Df)
18h, Show Mestre galo preto(PE)
20h, Mestre Hugo - Coco de Besouro Mangangá (PE) 
 

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