Brasília-DF,
18/AGO/2017

Drama traz Sergio Mamberti de volta aos palcos da capital

A peça 'Visitando o Sr. Green' chega à capital federal em curtíssima temporada

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Rebeca Oliveira Publicação:24/03/2017 06:05Atualização:23/03/2017 18:56

A peça é um drama, mas também traz momentos engraçados (Ale Catan/Divulgacao)
A peça é um drama, mas também traz momentos engraçados

Adaptação de texto original do dramaturgo americano Jeff Baron, a peça Visitando o Sr. Green fez estrondoso sucesso nos anos 2000. Grande parte, graças à parceira de Cassio Scapin e Paulo Autran, gênio do teatro nacional, morto em 2007 em consequência de um câncer de pulmão.

 

Quinze anos depois da primeira versão, Cassio Scapin reaparece no projeto, mas em uma nova montagem, desta vez como diretor. Para a empreitada, que chega a Brasília em curtíssima temporada, Cássio foi convidado por Sérgio Mamberti, amigo de cena no Castelo Rá-Tim-Bum, da TV Cultura. Para quem não se recorda, os atores interpretaram Nino e Dr. Victor, respectivamente, na saudosa atração televisiva.

 

O experiente ator encarna o senhor que batiza a peça e divide os palcos com Ricardo Gelli. A eles, cabe envolver o público com o encontro não planejado entre o velho judeu e o jovem executivo Ross Gardner.

 

Um acidente de carro do qual Gardner é considerado culpado é o estopim da aproximação entre os dois. Unindo pessoas de personalidades distintas que são obrigadas a manter contato, Visitando o Sr. Green trata, sobretudo, de empatia.

 

“É uma ousadia fazer um papel que foi de Paulo Autran, mestre de todos nós, e que faz parte da memória afetiva de muita gente. Mas apresentamos alguns aspectos diferentes. É uma outra montagem. O teatro tem esse poder de se renovar. A peça adquiriu uma qualidade muito grande porque estamos vivendo um momento de intolerância e ela fala sobre a aceitação do outro. Os dois personagens são grandes e protagonistas. É uma construção perfeita”, define Sérgio Mamberti.

 

Brasília é uma das primeiras cidades a abrigar a nova fase do espetáculo. Ele foi interrompido em meados de 2015 para Mamberti gravar participação na série 3%, do Netflix, e a novela Sol Nascente, na Rede Globo.

 

Duas perguntas Sérgio Mamberti 

 

No ano passado, o senhor completou 60 anos de carreira. A peça é uma maneira de comemorar?

Sim. O período no Ministério foi maravilhoso porque a militância sempre fez parte da minha vida profissional. Para não haver um choque de interesses, todas as vezes que poderia participar de alguma atividade artística, pedia licença para a Comissão de Ética. Só consegui uma vez, em julho de 2004, nas minhas férias. Fiz uma participação em O evangelho segundo Saramago, em Portugal. Foi minha única passagem no teatro nesses 12 anos. Eu sou principalmente um ator de teatro, com quase 90 peças, e se não fosse esse tempo, seriam mais. Achei que já tinha prestado meus serviços e cumprido minha missão. Estou com quase 78 anos e senti que precisava voltar à atividade que sempre exerci.

 

E por que Visitando o Sr. Green? 

A peça de Jeff Baron tem aspectos biográficos. Aliás, ele veio ao Brasil para assistir à estreia. Já foi levada para mais de 80 países, e foi feita até em japonês! Imagina: um judeu japonês (risos). Casei com uma judia e meu sogro deixou, antes de morrer, alguns objetos afetivos que uso nas cenas, como uma homenagem a ele. Baseei-me muito no temperamento e no jeito dele para fazer o sotaque. É uma comédia com aspectos dramáticos, surpreende o público, que passa do riso às lágrimas. Também sinto felicidade em voltar a Brasília, onde fiquei por 12 anos. Apaixonei-me pela cultura, pela juventude e pela vida política.

 

Curiosidade

 

Retorno 

O espetáculo Visitando o Sr. Green marca o retorno aos palcos de Sérgio Mamberti após mais de uma década dedicadas ao Ministério da Cultura. No órgão, foi secretário da Identidade e da Diversidade Cultural, presidente da Fundação Nacional de Artes e Secretário de Políticas Culturais.

 

SERVIÇO


Visitando o Sr. Green 

 Amanhã e domingo, às 19h, no Teatro UNIP (913 Sul). Ingressos a R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia), à venda na Central de ingressos do Brasília Shopping e no site www.bilheriadigital.com. Não recomendado para menores de 14 anos.

 

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