Brasília-DF,
27/JUN/2017

Hanna Reitsch apresenta o espetáculo 'De salto alto, céu e concreto'

Peça está em cartaz no Teatro I do Centro Cultural Banco do Brasil

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Rebeca Oliveira Publicação:14/04/2017 06:02Atualização:13/04/2017 17:20
Brasília e Ella: Hanna Reitsch personifica duas mulheres fortes  (Rodrigo Carletti/Divulgacao)
Brasília e Ella: Hanna Reitsch personifica duas mulheres fortes
 
“Gostaria de ser menos usada e mais amada. Menos usada e mais vivida. Menos usada e mais notada.” Quem fala é Brasília, personificada pela atriz e roteirista Hanna Reitsch no espetáculo De salto alto, céu e concreto, com estreia esse fim de semana no CCBB.
 
Mulher forte e de personalidade inquietante, Brasília não fala sozinha. Tem a companhia de Ella, personagem idealizada por Hanna para representar todas as mulheres. Como se pode notar, em convergência com os debates modernos, é uma peça sobre empoderamento.
 
Nascida na capital federal, Hanna Reitsch idealizou o espetáculo como um presente pelos 57 anos da cidade. Arquiteta pós-graduada com foco em mobilidade urbana, Hanna levanta debates como a falta de acessibilidade aos pedestres na cidade que, considerada museu a céu aberto e Patrimônio Cultural da Humanidade, quase não é mais descoberta a pé. Cheia de carros e com engarrafamentos constantes, Brasília precisa se reinventar.
 
Assim como Ella, uma sereia inspirada no icônico conto A pequena sereia, de Hans Andersen, que em quase nada se parece com a versão da Disney. A mulher que troca a voz para ter pés se arrepende da decisão, mata o príncipe encantado e busca o próprio final feliz. “Apesar de as mulheres estarem superempoderadas, ainda há quem coloque a felicidade na mão do outro”, lamenta Hanna.
 
Na construção cênica, dança contemporânea, patins, canto e outros recursos se juntam em uma proposta bem diversa. A direção musical é de Diogo Cerrado, que toca violão em cena.

Duas perguntas Hanna Reitsch

O espetáculo tem uma visão crítica ou festiva em relação à aniversariante da próxima semana?
Amo Brasília, amo o conceito do projeto. É uma cidade organizada, mas com um gerenciamento que não permitiu que a ideia original fosse plenamente executada. Além de ser uma forma de abrir os olhos do público e mostrar que temos um patrimônio histórico na mão, diferente de qualquer coisa existente no mundo, é uma forma de pedir para que cuidemos da nossa cidade.


O trabalho como arquiteta e com as artes cênicas se complementa de alguma forma?
Loucamente exerço as duas atividades. Sou arquiteta e atriz — e, nos últimos três anos, ainda virei mãe, em uma jornada tripla. Entrei no teatro achando que ia fazer cenografia. Depois, assumi a paixão pela atuação e cursei quase toda a faculdade de artes cênicas na UnB. O conceito de arte acaba permeando tudo. Mesmo que você faça artes plásticas, música, arquitetura, teatro. Quando vai fazer um projeto, é como construir um roteiro de uma peça. Há diversos elementos, variáveis, não se sabe o caminho que aquilo vai tomar, e eles vão se moldando até chegar ao produto final.

SERVIÇO
De salto alto, céu e concreto
Teatro I do Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB (SCES Tc. 2; 3108-7600). Amanhã e domingo, às 20h.  Ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada). Livre para todas as idades. Não recomendado para menores de 10 anos.



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