Brasília-DF,
21/AGO/2017

Espetáculo aborda amizade na terceira idade

Dois velhos amigos se juntam na tarefa de tornar a vida mais leve, mesmo com o peso dos anos

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Vinicius Nader Publicação:12/05/2017 06:01

Em 'Aqueles velhos de...', Sergio Mercurio contracena e manipula boneco em tamanho natural
 (Pablo Gonzales/Divulgação)
Em 'Aqueles velhos de...', Sergio Mercurio contracena e manipula boneco em tamanho natural

Na terceira idade, Juanito começa a perder lentamente a memória, especialmente a mais recente. É nos traços do desenho de Juárez, amigo de uma vida inteira, que ele reencontra forças para seguir em frente e recuperar não só as lembranças, mas também a esperança. A lição de amor e de amizade dá o tom de Aqueles velhos de..., espetáculo com o qual Sergio Mercurio encerra trilogia que também teve Velhos (2007) e Beatriz (2008).

 

Em Aqueles velhos de..., Juanito é um boneco em tamanho natural, manipulado por Mercurio, que também interpreta Juárez. “Desta vez é uma história sobre amizade. São dois personagens velhos, juntos, sozinhos, segurando a vida sem meias tintas, brigando e brincando, se suportando”, avisa Mercurio, lembrando que Velhos trazia temas mais variados, como a relação entre avô e neto e os pacientes de um hospital geriátrico, e que Beatriz repassava a vida da personagem-título desde a juventude.

 

Uma das marcas do trabalho do argentino é o uso de humor e sensibilidade para tratar de assuntos ásperos. “Rir é uma maneira de nos mantermos vivos. Acho que no fundo o humor pode nos salvar. No Aqueles velhos de..., o humor é também ironia, é tragédia. Isso é o humor adulto. Vale a pena rir, porque quando a gente ri belisca a eternidade”, defende.


Duas perguntas // Sergio Mercurio

 

No Brasil, o teatro de bonecos é relacionado ao público infantil. Como usar essa técnica para os adultos?

Não tenho uma técnica para adultos, aliás não acho que exista. Eu sou uma pessoa que tenta se comunicar de forma artística. Neste caso, vocês vão ver uma técnica de desenhar com erva mate que eu desenvolvi e que pode ser muito mais próxima da animação ao vivo do que ao teatro de bonecos.

 

A amizade é um valor que está se perdendo nos tempos modernos?

Acho que a amizade é o valor humano por excelência. Acho que, como disse Michael de Montaigne nos ensaios, a amizade é a possibilidade de se relacionar com outra pessoa sendo de verdade quem a gente é. Acho que, ainda que a palavra amizade tenha sido rebaixada desde que o Facebook a utiliza, a amizade continua em alta.

 

Serviço

Aqueles velhos de…

Teatro da Caixa (SBS Q.4 lts 3/4; 3206-6456). Hoje e amanhã, às 20h; domingo, às 19h. Ingressos a R$ 20 (inteira)  e R$ 10 (meia-entrada). Não recomendado para menores de  16 anos. 

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