Brasília-DF,
19/AGO/2017

Regiane Alves e Leopoldo Pacheco estrelam 'Para tão longo amor'

'Sempre foi um mistério entender porque as pessoas têm tudo para ser felizes e fazem questão, ou como a Raquel, não conseguem aceitar a felicidade', afirma a atriz

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Adriana Izel Publicação:09/06/2017 06:00Atualização:08/06/2017 16:50
Regiane Alves e Leopoldo Pacheco dividem o palco em Para tão longo amor (Pino Gomes/Divulgação)
Regiane Alves e Leopoldo Pacheco dividem o palco em Para tão longo amor
 
Em cartaz desde o ano passado pelo país, a peça Para tão longo amor chega no sábado (10/6) a Brasília, com duas sessões no Teatro Royal Tulip. O espetáculo tem texto de Maria Adelaide Amaral e ganhou os palcos por iniciativa da atriz Regiane Alves, que também interpreta a protagonista Raquel.
 
“Eu me apaixonei desde a primeira vez que o vi o roteiro de Para tão longo amor, em 2012. Tentei patrocínio e ainda batalho, mas ano passado resolvi, com recursos próprios, fazer a montagem. A Adelaide gostou muito do resultado. Estamos muito contentes de trazer a peça pra Brasília, que tem um público que gosta desse tipo de teatro”, analisa Regiane, em entrevista ao Correio.
 
Para tão longo amor acompanha a história da jovem poeta Raquel e do maduro editor Fernando, papel de Leopoldo Pacheco. Eles vivem um romance conflituoso: Fernando ama Raquel, que ama quem a rejeita. Esse é o grande conflito do espetáculo. “Sempre foi um mistério entender porque as pessoas têm tudo para ser felizes e fazem questão, ou como a Raquel, não conseguem aceitar a felicidade. Fazendo a peça pude entender um pouco mais o outro. Isso é o que me move”, afirma.
 
Regiane Alves conta que para interpretar Raquel, uma personagem intensa e com boderline, se inspirou em duas figuras do mundo da música, as cantoras Nina Simone e Amy Winehouse. “A personagem é muito diferente de mim e acredito que isso seja bom. A direção de Carlos Gradim e Yara de Novaes e a direção corporal da Daniela Carmona me ajudaram muito a chegar nesta Raquel”, defende.
 
Já Leopoldo Pacheco revela que o próprio texto da montagem ajudou na construção do personagem. “Acho Fernando um grande personagem, um editor que na maturidade encontra novamente uma grande paixão, e encontrei no texto da Maria Adelaide Amaral a radiografia de um amor conturbado e complexo, que contém tudo que o ator precisa”, revela o ator, que atualmente está no ar em Novo mundo.

 
Três perguntas // Regiane Alves

 
Como foi estabelecer a química entre você e o Leopoldo Pacheco para criar a relação de Fernando e Raquel?
É uma superparceria. Ele é talentoso demais, um amigo que eu adoro! Estar com ele é um privilégio. Além de tudo, ele fez o visagismo da peça, maquiagem e figurino. A química se constrói nos ensaios, nas aulas de corpo que fizemos juntos, no cotidiano da montagem.
 
Sua atuação na peça foi destaque e lhe rendeu indicação ao Prêmio Shell. Como foi para você ter sido indicada ao prêmio?
Eu me senti muito honrada — acredito que foi o resultado de todo o esforço e dedicação. E isso se aplica a toda nossa equipe e direção, é um trabalho em conjunto, sinto muita alegria e gratidão por esta peça, por ter a oportunidade de viver uma história que é tão necessária ser contada.
 
Além da peça, quais são seus projetos atuais como atriz?
Vou estrear a série Cidade proibida, prevista para ir ao ar na Globo no mês de setembro, vou interpretar a Marli, uma prostituta dos anos 1950 que se apaixona pelo Detetive Zózimo, papel vivido por Vladimir Brichta. Também tenho estreia no cinema em dezembro no filme Uma pitada de sorte, uma comédia deliciosa, onde interpreto a Margô, a antagonista da trama.
 

Quatro perguntas // Leopoldo Pacheco

 
Como surgiu a oportunidade de você integrar o elenco da peça?
A convite da Regiane que ao ler o texto pensou em mim como Fernando e a vontade de trabalharmos juntos. 
 
Como foi estabelecer essa conexão com Regiane para dar vida a Fernando e Raquel?
Para tão longo amor é uma conjuntura artística muito feliz, e a parceria com a Regiane se estabeleceu logo na primeira leitura. Um encontro muito produtivo que não temos vontade de parar. 
 
Atualmente você está no ar em Novo mundo. Como tem sido conciliar o trabalho na tevê e no teatro?
Novo mundo é uma novela muito especial, e como o meu personagem Fred Sem Alma está preso, gravo com menos frequência e posso viajar com a peça. Após Brasília teremos uma pausa para voltar a gravar a novela mais concentrado. 
 
Novo mundo tem se destacado no horário das 18h. Para você, qual é o motivo do sucesso da novela?
A junção do texto de Thereza Falcão e Alessandro Marson com uma equipe e elenco sob a direção de Vinicius Coimbra, num trabalho tão denso quanto divertido. Uma novela de época e falando do Brasil, são ingredientes muito potentes. 
 
Serviço 
Para tão longo amor 
Teatro Royal Tulip (Shtn, Tc. 1). No sábado, às 19h e 21h. Espetáculo de texto de Maria Adelaide Amaral, com direção de Yara de Novaes e Carlos Gradim e elenco formado por Regiane Alves e Leopoldo Pacheco. Ingresso a R$ 50. Valor de meia-entrada. À venda na Bilheteria Digital. Assinantes do Correio têm 60% no valor da inteira. Não recomendado para menores de 14 anos.

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