Brasília-DF,
22/AGO/2017

Vida e palco se unem na 25ª Mostra Dulcina de Teatro

O espetáculo 'Aurora: entre a escuridão e a luz' é acompanhado de mostra fotográfica

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Rebeca Oliveira Publicação:30/06/2017 06:00Atualização:29/06/2017 13:50
Exposição fotográfica 'Imagem' dá novas camadas e reforça narrativa da peça (SARTORYI/Divulgação)
Exposição fotográfica 'Imagem' dá novas camadas e reforça narrativa da peça
 
A peça Aurora — entre a escuridão e a luz abre a 25ª Mostra Dulcina de Teatro, no Setor Comercial Sul. No espetáculo, vida e palco se cruzam. O texto costura vivências do diretor Fernando Guimarães e do elenco a textos de Anne Rice, Gabriel García Márquez, Ítalo Calvino, Nelson Rodrigues, Rubem Fonseca, Sergi Belbel, Paulo Paniago e, principalmente, Virginia Woolf, autora de As ondas, que pontua a narrativa.
 
Eles foram escolhidos entre uma lista inicial de 46 autores, como uma grande homenagem do dramaturgo à literatura local, nacional e mundial. Algumas histórias têm similaridades, outras, não. A lua funciona como fio condutor. A ideia, em síntese, é despertar o hábito de leitura.
 
 
 
“Sou apaixonado por literatura. Minha vida inteira li. Quando assisto a teatro, adoro o que tem uma narrativa boa. Selecionei autores de que gosto muito e que são bem díspares. Com fragmentos deles, criei a dramaturgia. Os textos são meus, do Adair de Oliveira e do elenco. Não há nada literal, ipsis litteris”, adianta Fernando Guimarães. No elenco de 15 atores estão quatro alunos da faculdade Dulcina de Moraes, na qual Fernando Guimarães leciona.
 
“O ano é complicado para a faculdade, mas mantemos a nossa força. Nós, o corpo docente, não nos abatemos. Existe um argumento do Paulo Paniago que usamos na peça que é a criação do Ministério do Choro, brincando que a situação é tão ruim que só nos resta chorar. É, por fim, uma grande resistência. Sou uma memória viva desse lugar, estudei aqui aos 18 anos”, afirma.

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A exposição fotográfica Imagem, com obras de Sartoryi, torna Aurora – entre a escuridão e a luz transmídia e enriquece a leitura do texto, algo comum nas produções do Coletivo Irmãos Guimarães, de Fernando e Adriano. As 17 imagens estão expostas no foyer do teatro durante o período da peça, como visitação das 14h às 22h.

Serviço
Aurora – entre a escuridão e a luz
No Teatro Dulcina de Moraes (SDS, Bl. C; 3322-4147). De sexta (30/6) a domingo (2/7), às 20h30. Até 9 de julho. Entrada franca, mediante retirada de ingresso 1 hora antes da apresentação. Não recomendado para menores de 16 anos.

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