Brasília-DF,
21/NOV/2017

Angústias dos tempos modernos são retratadas em peça

'Caipora quer dormir', dirigida por Jonathan Andrade, é encenada no Teatro Plínio Marcos

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Isabella de Andrade - Especial para o Correio - Publicação:14/07/2017 06:00Atualização:13/07/2017 11:29
Giselle Rodrigues:
Giselle Rodrigues: "Muito do espetáculo vem da minha própria vida"
 
Inspirado na personagem Caipora, criada por Giselle Rodrigues, e no destaque para o movimento em cena, o espetáculo Caipora quer dormir reúne dois grandes nomes do teatro brasiliense. A direção fica por conta de Jonathan Andrade, que produziu a dramaturgia ao lado de Glauber Coradesqui. 
 
Na peça, entram em cena algumas das angústias dos tempos modernos, mostrando o quão exaustiva pode ser uma rotina em que tudo deve ser feito. O espetáculo é adulto e tem ares de infantil, por ser uma fábula que trabalha com humor, desenho e quadrinhos.
 
“Muito do material vem da minha própria vida, que vinha de um cansaço de tudo aquilo que a gente tem que fazer, como professora, artista, esposa”, afirma a atriz. O espetáculo é um monólogo com poucos textos e foco no movimento corporal, mostrando em cena o rigor, a repetição e a dedicação do grupo ao trabalho.
 
Os artistas mergulharam na possibilidade de brincar, fabular e jogar. Na história, atriz e diretor trabalham com o fabuloso, o humano, o afetivo e toda uma ironia sobre nós mesmos, nossas supostas importâncias, nossos cotidianos sempre tão atropelados por urgências. “Caipora é uma tentativa de um respiro no mundo”, afirma Jonathan.

Serviço
Caipora quer dormir
Teatro Plínio Marcos (Funarte). Nesta sexta (14/7), às 20h30; sábado (15/7), às 17h e às 20h30; domingo (16/7), às 17h e 19h30. Ingressos a R$ 10 (meia-entrada). Não recomendado para menores de 14 anos.

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