Brasília-DF,
18/AGO/2018

Exposição Objeto fronteiriço desembarca na capital

Exposição começa neste sábado e vai até 10 de setembro no Elefante Centro Cultural

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Nahima Maciel Publicação:01/09/2017 06:00Atualização:31/08/2017 12:27
Mapas e palavras são o mote para as obras reunidas em Objeto fronteiriço (Reprodução/Divulgação)
Mapas e palavras são o mote para as obras reunidas em Objeto fronteiriço

A experiência coletiva pode ser muito produtiva nas artes visuais e foi com esse pensamento que Yana Tamayo organizou a exposição Objeto fronteiriço, em cartaz no Elefante Centro Cultural. A mostra reúne obras de 15 artistas que participaram de um laboratório de criatividade promovido pelo esforço conjunto de três espaços independentes da cidade: Nave, deCurators e Elefante Centro Cultural.

“A exposição é resultado de um processo coletivo, mas que se debruça também sobre a individualidade do artista. É um laboratório curatorial, mas não no sentido de selecionar obras e, sim, no sentido da orientação teórica e prática”, explica Yana, coordenadora do projeto.
 
A partir de uma metodologia inspirada na maneira como o artista Gê Orthof trabalha no laboratório de poéticas na Universidade de Brasília (UnB), os artistas receberam mapas e listas de palavras para trabalhar. A ideia de fluxo comum e fronteiras guiou o grupo. “Esses mapas e palavras são uma forma de encontrar as questões consolidadas nos trabalhos e também uma forma de buscar a interlocução, o diálogo com os outros. E isso é muito rico”, explica Yana.

O resultado são trabalhos que bebem na partilha, que nascem dos encontros físicos e intelectuais, que se formam a partir das conversas e percepções de cada um sobre a própria obra, mas também sobre a produção do outro. Assim, o que Natalia Yamane, Luciana Ferreira, Matias Monteiro, Bia Leite, Cainan Rodrigues, Henrique de Siqueira, Júlia Godoy, Mari Velasco, Ricardo Caldeira, Melke, Michelle Bastos, Gabi, Renata Neves, Sylvana Lobo e Tatiana Duarte mostram a partir de amanhã no Elefante Centro Cultural algo que vai além de suas próprias subjetividades. Fotografias, instalações, vídeos, objetos, desenhos e pinturas ocupam o espaço como se fossem o produto de uma grande experiência coletiva.

A ideia de juntar os espaços independentes também resultou em experiências que fizeram parte do processo de criação dos trabalhos. Cinara Barbosa e Manuel Neves, do Elefante, realizaram leituras críticas e portfólio, enquanto Dani Estrella, da Nave, fez um laboratório sobre a criação de espaços expositivos e Gisel Carriconde e Phill Jones, do deCurators, realizaram uma edição do Eksperimentalis Som para os artistas do laboratório. “Queríamos que os espaços tivessem parcerias de participação ativa”, explica Yana Tamayo.

Serviço
Objeto fronteiriço
Exposição de Bia Leite, Cainan Rodrigues, Gabi, Henrique de Siqueira, Júlia Godoy, Luciana Ferreira, Mari Velasco, Matias Monteiro, Melke, Michelle Bastos, Natalia Yamane, Renata Neves, Ricardo Caldeira, Sylvana Lobo e Tatiana Duarte. Coordenação: Yana Tamayo. Abertura sábado, às 18h, no Elefante Centro Cultural (SCLRN 706, Bloco C, Loja 45). Visitação até 10 de setembro, de segunda a sexta, das 14h às 18h.

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