Brasília-DF,
18/JUN/2018

Novo trabalho de Mônica Martelli para o teatro chega a Brasília

'Minha vida em Marte', continuação de 'Os homens são de Marte... E é pra lá que eu vou' promete mais risadas e identificação

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Adriana Izel Publicação:09/03/2018 06:00Atualização:08/03/2018 17:38
Depois de mais de 10 anos da estreia do primeiro espetáculo, Mônica Martelli traz aos palcos sequência de 'Os homens são de Marte... E é pra lá que eu vou' (Dalton Valerio/Deca Produções)
Depois de mais de 10 anos da estreia do primeiro espetáculo, Mônica Martelli traz aos palcos sequência de 'Os homens são de Marte... E é pra lá que eu vou'


A empresária Fernanda é quase um alter ego da atriz Mônica Martelli. A personagem surgiu na vida da atriz em 2005, quando ela estreou nos palcos a peça Os homens são de Marte... E é pra lá que eu vou. “A Fernanda tem muitas características minhas. Ela é otimista, acredita e se joga no amor sem freios. E principalmente ela é uma mulher que rompe padrões, não atura tudo para manter um casamento”, afirma a artista ao Correio
 
Desde a estreia no teatro, a montagem rodou o país e foi assistida por 2,5 milhões de pessoas, chegou aos cinemas (com dois filmes) e também à televisão (em uma série com três temporadas no GNT). Depois do avanço nas telas, Fernanda ganhou em maio do ano passado uma nova história também nos palcos. 

Minha vida em Marte apresenta a protagonista em um novo contexto: em busca de respostas para a sobrevivência conjugal. Casada há oito anos com Tom e com uma filha de 5 anos (a pequena Joana), a personagem faz terapia em grupo para  lidar com o casamento. “Sempre quis contar essa história. Mas só depois de anos separada pude ter o distanciamento necessário para escrever as dores com leveza e humor”, completa Mônica.

Duas perguntas Mônica Martelli


Esse espetáculo trouxe debate sobre o empoderamento feminino. Você se considera feminista e como vê hoje o posicionamento da mulher na sociedade?
 
Sou filha de uma feminista e fui criada ouvindo: “A única possibilidade de liberdade é a independência financeira. Nunca dependa de homem”. E assim foi feito. As pessoas confundem feminismo com falar de amor e casamento. Você não tem que ser solteira para ser feminista. Eu sou separada, mantenho minha casa e minha filha, sou extremamente independente, mas não é isso que me deixa ser feminista. Ser feminista é uma postura diária. É como você age na vida. Porém, como somos produto de uma sociedade extremamente machista, temos que diariamente pensar: só por hoje não seremos machista. É como um exercício. Já conquistamos muita coisa e temos muita coisa ainda para conquistar. É um processo!

Os homens são de Marte... ganhou versão tanto no cinema quanto na televisão. Como você vê esse sucesso em torno da história?
 
O sucesso da primeira peça Os homens são de Marte, do filme, da série e agora o sucesso de Minha vida em Marte está, na verdade, em cena e na identificação imediata dos homens e das mulheres. Não é um espetáculo só para mulher. Quando estreei pela primeira vez, nunca podia imaginar que seria o divisor de águas na minha vida. Escrevi as histórias da minha vida e a identificação foi imediata. Todo mundo passa pelos mesmos dilemas. O diferencial é a forma como apresento esses dilemas.


Serviço:

 
Minha vida em Marte 
Teatro Unip (913 Sul). Neste sábado (9/3), às 19h e às 21h30. Domingo (10/3), às 18h. Espetáculo com Mônica Martelli e direção de Susana Garcia. Entrada a R$ 80 (meia) e R$ 160 (inteira). Os 200 primeiros assinantes do Correio têm 60% de desconto na inteira. Não recomendado para menores de 14 anos.

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