Brasília-DF,
19/AGO/2018

Floresta e espaço urbano estão juntos em exposição coletiva na Funarte

Até 10 de junho é possível visitar a exposição 'Selva' na Funarte

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Nahima Maciel Publicação:27/04/2018 06:00

O foco do trabalho de Rochelle Costi é o homem ribeirinho  (Rochelle Costi/Divulgação)
O foco do trabalho de Rochelle Costi é o homem ribeirinho

Em cartaz na Galeria Fayga Ostrower, no Complexo Cultural Funarte, Selva é uma proposta coletiva idealizada por Carla Guagliardi, Analu Cunha, Rochelle Costi e João Modé para falar sobre as distâncias e proximidades entre a floresta e o espaço urbano. 

 

Vulnerabilidade, precariedade, interdependência e temporalidade estão presentes nas instalações de Carla Guagliardi, que cria estruturas de aparente fragilidade para as quais a passagem do tempo é, com frequência, fundamental.

 

Em O lugar do ar, a artista trabalha com vergalhões de ferro cuja estrutura é modificada ao longo do tempo graças à tensão gerada. Em Partitura, a fragilidade do equilíbrio confere leveza à madeira sustentada por bolas de espuma. 

 

Com João Modé, ela assina a instalação Sete flechas & Pena Branca, cujo áudio foi gravado com apitos indígenas. “A gente vem de uma cidade grande, de outro tipo de selva, e nosso comportamento automatizado é selvagem”, garante a artista.

 

Analu Cunha combinou a ideia de selva urbana com a floresta em duas instalações nascidas de múltiplas leituras. 

 

Silva serpente é uma projeção de pés de pessoas enquanto dançam embaladas pelos sons de uma serpente e Guariba, guarida traz imagens de paisagens urbanas com o barulho de macacos bugios, um dos mais comuns na fauna brasileira.

Silva, a artista lembra, é um dos sobrenomes mais frequentes entre a população brasileira. 

 

“É como se fossem o inconsciente brasileiro recalcado”, explica. “Abordo o selvagem não como o oposto de civilização, mas como o avesso, porque o avesso faz parte da mesma coisa”, explica.

 

Nas fotografias de Rochelle Costi, o protagonista é o homem ribeirinho. “O que me motivou foi a condição de invisibilidade dessa população”, avisa a artista. 

 

“É uma população que pertence ao espaço, mas não possui o espaço.”A série de cinco fotografias foi estampada em tecidos e instalada como se fosse uma cortina.

 

Serviço 

Selva

Exposição coletiva de Analu Cunha, Carla Guagliardi, João Modé e Rochelle Costi. Visitação até 10 de junho, de terça a domingo, das 10h às 21h, na Galeria Fayga Ostrower (Complexo Cultural Funarte Brasília – Eixo Monumental, Setor de Divulgação Cultural)

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