Brasília-DF,
17/DEZ/2018

Confira programação da segunda edição do Festival CoMa

Evento com apresentações musicais e conferência começa na sexta e encerra no domingo

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Adriana Izel Publicação:10/08/2018 06:02Atualização:09/08/2018 18:00
A banda indie Plutão Já Foi Planeta retorna a Brasília para apresentação no domingo  (Murilo Amâncio/Divulgação)
A banda indie Plutão Já Foi Planeta retorna a Brasília para apresentação no domingo

Depois do sucesso da primeira edição, o Festival CoMA (Convenção de Música e Arte) chega ao segundo ano. A programação mistura apresentações musicais e conferências, que debatem o mercado musical e o cenário de games — uma das novidades da segunda edição — e tem início na sexta em três salas do Centro de Convenções Ulysses Guimarães.
 
A parte musical do festival começa sábado, a partir das 15h. As grandes atrações ficam nos palcos principais, o Norte e o Sul, enquanto os demais artistas ocupam os palcos do Planetário, do Clube do Choro e a Tenda Conexões, com apresentações mais intimistas, em uma estrutura composta pelo gramado da Funarte, o Clube do Choro, o Planetário e o Centro de convenções Ulysses Guimarães.
 
Formado por 50% de artistas brasilienses e o restante de diferentes estados brasileiros, o line-up do festival pretende valorizar a música brasileira. Amanhã, nomes como Elza Soares, Rincon Sapiência, Attoxxa, Supercombo, Alarmes, Mutchako e Gustavo Bertoni se revezam nos cinco palcos montados no Complexo CoMA. 
 
Domingo é a vez de artistas como Flora Matos, Plutão Já Foi Planeta, Chico César, Linn da Quebrada e Ana Muller comandarem a programação.
 
"Essa é a nossa segunda vez em Brasília e a primeira no festival, então vamos levar o segundo disco (A última palavra feche a porta) mesclado com algumas músicas do primeiro e nosso novo single, Estrondo. Algumas mudanças em relação à nossa última apresentação na capital. Os shows até agora contemplam todas essas fases da banda", adianta Sapulha Campos, da banda Plutão Já foi Planeta.
 
Sexta, a partir das 22h, o festival tem uma festa de abertura no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. Com DJs e o rapper Rashid, a balada celebra o evento.


Duas perguntas/Sapulha Campos, do Plutão Já Foi Planeta


No ano passado vocês lançaram  h. Vocês ainda estão trabalhando esse disco ou estão em processo de composição de outro?
 
Estamos na reta final das apresentações do nosso segundo disco, A última palavra feche a porta. Já estamos no processo de composição para um terceiro trabalho, mas algo ainda bem embrionário, porém mirando 2019. Estamos nos juntando, conversando, compondo. Também temos planos de lançar singles antes do disco, lançar clipes, sessions lá. A ideia é sempre produzir, seja algo novo ou uma novidade envolvendo coisas mais antigas.

Como uma banda indie, como vê esse cenário no Brasil?
 
A verdade é que nem sabemos em que perfil nos encaixamos ou que somos um pouco de várias coisas. Acreditamos que o cenário está num momento difícil de compreensão, com vantagens e desvantagens. A democratização da música é algo bem positivo, e consegue levar o real sentido da arte para frente, sem limitações e aberto para todo mundo, tanto para produzir quanto para ouvir. Os lados negativos envolvem a visibilidade encurtada por estarmos vivendo um momento focado em outros estilos. No sentido do que está aí na praça, estamos vivendo um momento muito bom. Tem muita coisa boa e mais ainda aparecendo. Estamos bem servidos, só esperamos atingir mais gente.
 
 

Entrevista // Xenia França


Você estará em Brasília para participar do Festival CoMA. O que está preparando para essa apresentação?
 
Sim e eu estou muito feliz em participar desse festival. Em Brasília, poucas pessoas conhecem meu som, vou levar o show do meu primeiro disco com a minha banda maravilhosa pra lá. E, dessa vez vai ser uma apresentação diferente porque estou levando comigo essa inspiração da turnê de Nova York que fiz nos últimos dias. Eu acho que vai ser o máximo!

Você esteve em Brasília neste ano em outro projeto. Como está a expectativa do retorno depois da passagem por Feminino? Como é a sua relação com o público da capital?
 
Sim! Eu participei do Festival Feminino. A primeira apresentação foi no Rio de Janeiro com participação das Bahias e a Cozinha Mineira. E aí, o segundo foi em Brasília. Eu amei participar, o show teve os ingressos esgotados. O público de Brasília é super carinhoso, então eu estou bem animada para o CoMA. É a primeira vez que vou me apresentar no Festival. Eu acho que vai ser tão especial quanto foi no CCBB. Então, nos vemos lá!

No ano passado, você lançou o primeiro disco da carreira. Como tem sido o feedback para você?
 
Estou vivendo uma grande história de amor com o meu trabalho. Lancei o disco em outubro do ano passado e desde lá não passei nenhum final de semana sem fazer show. Agora com a turnê em Nova York tive uma dimensão do resultado lindo que esse trabalho está conquistando. O disco tocou as pessoas de um jeito massa, o público tem escutado muito e tem tido uma relação muito legal com ele. No Brasil, a gente acabou de lançar ele em vinil pela Noize Record Club, e no Japão lançamos em formado de CD físico. E, ainda há  previsão de lançar neste segundo semestre o vinil dele ir para Europa. A imprensa no Brasil foi muito generosa, todo mundo falou sobre o disco. As resenhas foram muito positivas, então estou super feliz e encantada. Quanto ao show, cresceu muito em relação ao disco, e olha que o disco já é bastante rico...  Temos tido perspectivas cada vez melhores de ir para outros lugares e rodar por aí. Está sendo bem especial e estou muito feliz.

A ancestralidade está bastante presente em seu trabalho. Pra você, qual é a importância de abordar suas raízes e também a temática negra?
 
Sim, no meu trabalho eu procuro estar sempre ligada às temáticas negras, porque isso é o que faz sentido para mim. Eu sou uma mulher negra, nordestina, criada na Bahia, de família extremamente preta e tenho um relacionamento muito forte com toda a minha cultura. Por conta de uma série de motivos, tanto positivos quanto negativos, incluindo a questão do racismo, da invisibilidade e da violência contra a população negra, para mim, o meu trabalho acaba sendo uma ferramenta de combate a essa parte negativa em relação a figura negra no Brasil. O que me toca positivamente é a honra de poder levar esse legado deixado pelos meus ancestrais, artisticamente falando. É muito importante dar a minha visão artística e me expressar criativamente através disso, além de contemplar, reverenciar a música e arte afro diaspórica, porque isso me completa e me preenche muito. Eu e outros colegas, também artistas negros, conseguimos fazer um trabalho de autoafirmação que enaltece e exalta a figura da pessoa preta no Brasil. Isso para mim é muito maravilhoso, me sinto muito honrada em poder fazer isso. É muito gratificante.  

Serviço
Festival CoMA
Complexo CoMA (Eixo Monumental). Sexta, às 11h, conferências. Entrada gratuita. Às 22h, Pré do Slap — Festa de abertura. Entrada a R$ 40 (meia). Sábado e domingo, às 11h (conferências) e às 15h (shows). Entradas a R$ 25 (meia) e R$ 50 (inteira). Valor por dia e referente ao primeiro lote. Passaporte festival a R$ 45 (meia) e R$ 90 (inteira); e Passaporte Conferência + Festival a R$ 150 (2º lote, valor fixo). Assinantes do Correio pagam meia-entrada. Não recomendado para menores de 18 anos.

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