Brasília-DF,
18/AGO/2018

Exposição 'Pele e Osso convida o público a uma imersão estética e sensorial

Sem se prender a questões raciais, a exposição 'Pele e osso', de Sanagê, lança questão identitária ao público

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Vinicius Nader Publicação:10/08/2018 06:02Atualização:09/08/2018 18:13
O contorno de países africanos serve como base para as telas de Pele e osso
 (Sanagê/Divulgação)
O contorno de países africanos serve como base para as telas de Pele e osso

Na exposição Pele e osso, Sanagê lança uma questão identitária ao público: Somos todos filhos do continente africano? Em cartaz no Museu Nacional da República, a mostra reúne 12 telas e um objeto escultório que representam os 12 países africanos de onde vieram mais escravos para o Brasil.
 
"Essa exposição é fruto de um estudo de 3 anos. As obras representam o mapa desses países, mas não há fidelidade geográfica. Meu foco não é trazer a discussão racial, é fazer com que as pessoas reflitam sobre conceitos como o da mãe África. Seria a África a mãe de todos nós? Se sim, de que país desses eu vim?", explica Sanagê. O artista completa dizendo que essa é uma questão trazida na época do descobrimento e que vai permear a sociedade até "não sei quando".
 
Em Pele e osso, Sanagê usa um material com o qual não estava muito acostumado: espuma expandida. "É um material muito interessante, porque cresce até três vezes. Com essa exposição quero passar a ser visto como artista plástico e não apenas como escultor", afirma.
 
Sanagê ressalta que a ambientação criada para Pele e osso faz parte da experiência "sensitiva" proposta na exposição. As paredes foram pintadas de branco, as telas são brancas e a espuma, pintada da mesma cor. "É um projeto cheio de sutilezas que leva o público a se questionar", define Sanagê, que completa: "o público chega e pergunta: 'o que será que o cara quer me dizer com isso?'. Quero tirar as pessoas do marasmo."

Serviço
Pele e osso
Exposição de Sanagê. Curadoria de Carlos Ferreira. Museu Nacional da República. Até 9 de setembro, de terça a domingo, das 9h às 18h. Entrada franca.

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