Brasília-DF,
19/DEZ/2018

Exposição homenageia impressionista brasileiro Durval Pereira

O colecionador recifense Hebron Oliveira é responsável por divulgar a arte de Durval Pereira no Brasil

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Nahima Maciel Publicação:05/10/2018 06:03Atualização:04/10/2018 16:22
A trajetória de Durval Pereira é recontada de maneira interativa em exposição com mais de 200 obras assinadas por ele (Durval Pereira/Divulgação)
A trajetória de Durval Pereira é recontada de maneira interativa em exposição com mais de 200 obras assinadas por ele
 
Durval Pereira era praticamente um desconhecido do cenário artístico brasileiro até o colecionador recifense Hebron Oliveira começar a sair por aí em busca das pinturas do artista. Quando reuniu um acervo de mais de 60 obras, começou a se dar conta de que o pintor era muito conhecido no exterior.
 
Hoje, com uma coleção de mais de 300 quadros e tomado pela vontade de expor e divulgar a obra de Durval (nascido em São Paulo em 1918 e morto em 1984), Oliveira se tornou uma espécie de agente póstumo do artista. Por isso, está muito contente com a exposição SESI Durval Pereira – Impressões Brasileiras / 100 anos, em cartaz no Museu Nacional dos Correios e com curadoria de Lut Cerqueira.
 
Com museografia interativa e 220 obras, a exposição é um esforço para recuperar a trajetória do pintor. “Quando vi que era muito conhecido lá fora e pouco aqui, comecei a pensar numa exposição”, diz Oliveira. Durval Pereira era um autodidata. Nasceu em família humilde, trabalhou como retocador de fotografias e decidiu que viveria de pintar e vender seus quadros.
 
Considerado um impressionista, Durval gostava de pintar marinas, tinha especial apreço pelos casarões coloniais de Minas Gerais, olhava com certa melancolia para as paisagens e personagens rurais e cultivava uma fissura por naufrágios.
 
“A grande paixão dele era o colonial brasileiro”, conta Lut. Com esses temas, seduzia a clientela estrangeira em busca de pinturas com algo que remetesse ao Brasil. Vendia, por exemplo, para figuras como a rainha Silvia, da Suécia, e Ethel Kennedy, mulher de Robert F. Kennedy. No Brasil, suas obras estão em acervos, como o Palácio do Itamaraty e o Palácio da Alvorada.

Serviço

SESI Durval Pereira – Impressões Brasileiras / 100 anos
Curadoria: Lut Cerqueira. Visitação até 30 de novembro, de terça a sexta, das 10h às 19h, no Museu Nacional dos Correios (SCS – Setor Comercial Sul, Qd. 4, Bl A, nº 256, Ed. Apolo)

Tags: exposição

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