Brasília-DF,
14/NOV/2018

Otimismo utópico: artista Roger Regner apresenta novo trabalho no Museu Nacional

Realidade brasileira é o mote para as obras expostas em 'O espaço no meio do nó'

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Nahima Maciel Publicação:12/10/2018 06:00
O momento atual do país é retratado por Roger Regner (Regner/Divulgação)
O momento atual do país é retratado por Roger Regner


O artista Roger Regner é um otimista. Prefere pensar positivamente porque é a única forma de continuar a ser utópico e a fazer arte. Assim, construiu as obras e a instalação de O espaço no meio do nó, em cartaz no Museu Nacional da República. Inspirado pela realidade brasileira, o artista construiu a exposição em três níveis.

O primeiro, que ele chama de Quebra, está associado ao momento atual da sociedade brasileira, com a polarização política e o acirramento dos ânimos. Status Quo, o segundo, é uma instalação que trata das "amarras da corrupção"; e o terceiro, Redenção, é a própria arte. "É a utopia", avisa Regner. "É um espaço que nós, artistas, podemos atravessar para continuar criando. Seria um caminho com pontes possíveis."

Regner idealizou a exposição a partir da sensação coletiva de encurralamento gerado pela situação política do país. Com desenhos, pinturas e colagens que lembram panos, linhas e bordados, ele pretende fazer uma associação entre as tramas dos fios e o tecido social, ora esgarçado, ora coeso. "A exposição tem uma narrativa e convida o visitante a vivenciar uma passagem da distopia para a utopia", avisa Roger.

Serviço

O Espaço no Meio do Nó
Exposição de Roger Regner. Museu Nacional da República (Setor Cultural Sul, lote 2). Visitação até 11 de novembro, de terça a domingo, das 9h às 18h30. Entrada franca.

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