Brasília-DF,
17/AGO/2019

'O corpo poderia se chamar aqui' traz analogia a situações cotidianas

Espetáculo transita entre dança e teatro para discutir assuntos como violência, delicadeza e indignação

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Geovana Melo* Publicação:17/05/2019 06:01Atualização:17/05/2019 09:04
'O corpo poderia se chamar aqui' desafia o olhar acostumado e às formas estéticas ( Pedro Lacerda/Divulgacao)
'O corpo poderia se chamar aqui' desafia o olhar acostumado e às formas estéticas
 
O espetáculo O corpo poderia se chamar aqui desembarca neste final de semana, no Teatro SESC Garagem. A apresentação já passou por algumas regiões administrativas do Distrito Federal e no próximo mês estará em Salvador (BA). A montagem é feita a partir de uma chamada pública para pessoas com ou sem experiência em dança. Então, o diretor Zé Reis desenvolve um trabalho acompanhado de nove dançarinos, um sonoplasta e uma iluminadora.

O amor, a violência, a delicadeza, a indignação, a ironia, as pausas e os recomeços são os paradoxos em que o público encontrará na montagem. A apresentação desnuda é rica em experiências que despertam os mais variados sentimentos nos espectadores. “A potência maior do trabalho está em como esses corpos podem produzir juntos uma dança que fale de si, do outro e do mundo”, afirma Zé Reis.

Inspirada no processo de vida dos bonsais, a coreografia faz, por meio da dança, analogia a algumas situações do cotidiano. “O corpo poderia se chamar aqui propõe uma dança interrompida, inoperante, rachada, inspirada no processo de vida dos bonsais, plantas cujas raízes foram bloqueadas para impedir o seu crescimento e transformá-las em objetos decorativos. São corpos que já nascem travados, fracos, prontos para o embate com o ambiente; corpos-flores, corpos-frutas, corpos decorativos, corpos-vitrines, corpos-displays, corpos expostos à manipulação dos outros. A vida se torna um enfeite doméstico”, revela o diretor.

A nudez não é uma alegoria, um recurso ou uma opção estética. “Ela é uma necessidade dessa obra, que se dá na medida em que os dançarinos abrem sua vulnerabilidade e se entregam de corpo todo para questionar modos de viver e de dançar na contemporaneidade”, pontua o diretor.

*Estagiária sob a supervisão de Vinicius Nader

Serviço

O corpo poderia se chamar aqui

Teatro SESC Garagem (713/ 913 Sul). Sábado e domingo, às 20h. Ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada). Não recomendado para menores de 18 anos.



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