Brasília-DF,
22/OUT/2019

Janaína Moraes apresenta performance no projeto Ocupação 7

Artista traça um caminho no universo das memórias de diversas pessoas

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Nahima Maciel Publicação:20/09/2019 06:01Atualização:20/09/2019 11:20

A arte de Janaína Moraes está em cartaz na Galeria Casa, no Casa Park (Paula Carrubba/Divulgação)
A arte de Janaína Moraes está em cartaz na Galeria Casa, no Casa Park

 

Janaína Moraes está a meio caminho entre a dança e as artes visuais e a instalação-performance Das memórias que invento para matar saudades do que não vivi, em cartaz na Galeria Casa como parte do projeto Ocupação 7, nasceu nessa intersecção. Neste sábado, a partir das 14h, a artista ficará disponível na galeria para ouvir histórias do público e transformá-las em coreografias que, por fim e em forma de escritos e registros de imagem, se juntarão à instalação.

 

A performance nasceu durante residência realizada no Núcleo de Artes do Centro-Oeste (NACO) em parceria com o Instituto de Artes da Universidade de Brasília (IdA-UnB) e faz uma incursão da própria Janaína pelo universo da memória. Na galeria, instalada em uma mesa com máquina de escrever, Janaína convida o público a narrar suas próprias histórias, que são transcritas e, em seguida, dançadas. “A performance é acionada pela instalação, que se chama coreografia. São escritos que chamo de coreografia, porque são grafias realizadas a partir do movimento na máquina de escrever. São feitas a partir da escuta de memórias das pessoas”, explica.

 

Janaína fez várias visitas às casas de moradores de Olhos d’Água e, a partir das conversas teve a ideia da performance. Foram mais de 15 visitas durante a residência. “Enquanto vou ouvindo, vou coreografando no papel e depois danço essa memória para a pessoa ou com a pessoa. A instalação vai sempre se dinamizando porque as memórias vão ficando e a pessoa me oferece uma memória que passa a ser minha também”, garante.

 

https://www.youtube.com/embed/qoVq4bCHlG8
 

Lembranças

 

Até agora, ela criou mais de 60 coreografias com histórias alheias. Muitas vezes, as lembranças dos outros se misturam com a da própria artista, que confessa ser ruim no quesito recordações. “Comecei a dança das memórias porque tinha dificuldade de lembrar das minhas memórias. E toda memória é um pouco inventada. Me instigava o quanto da história do outro tem na minha história, ou o quanto minha história são coisas que imagino”, explica.

 

No domingo, a Galeria Casa também recebe, para uma conversa aberta ao público, às 16h, nove artistas que participaram da residência no NACO. José de Deus, Rodolfo Ward, Janaína Moraes, Luiz Olivieri, Julia Godoy, Raísa Curty, Rafael Hiran, João Teófilo e Thaís Kuri participam de uma roda com mediação de Christus Nóbrega e Renata Azambuja.

 

Serviço

Das memórias que invento para matar saudades do que não vivi

Performance de Janaína Moraes. Sábado, das 14h às 17h, no projeto Ocupação 7 da Galeria Casa (Shopping CasaPark).

https://www.youtube.com/embed/qoVq4bCHlG8

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