Brasília-DF,
18/NOV/2019

Peça convida o público para um passeio por caminhos distantes da racionalidade

'Quando os elefantes saem para passear' é uma peça sensorial que conecta o público a suas emoções e aposta no jogo de pesos e levezas

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Roberta Pinheiro Publicação:25/10/2019 06:06Atualização:24/10/2019 19:00
'Quando os elefantes saem para passear' é uma peça sensorial que conecta o público a suas emoções e aposta no jogo de pesos e levezas (Studio Sartoryi/Divulgação)
'Quando os elefantes saem para passear' é uma peça sensorial que conecta o público a suas emoções e aposta no jogo de pesos e levezas

Dirigida por Marcela Hollanda, a peça Quando os elefantes saem para passear, em cartaz no Espaço Cultural Renato Russo, convida o público a sair do cotidiano e olhar as belezas do mundo. “Como um passeio mesmo, estar mais sensível para usufruir o que o mundo tem a oferecer”, acrescenta a diretora.

A partir de 12 cenas solos, o espetáculo é uma tragicomédia sem palavras. Em cena, atores usam recursos corporais, visuais e cênicos para representar duas elefantas e um humano-elefante, durante um lúdico e inusitado encontro. A criação teve como ponto de partida, como explica Marcela, um conceito em forma de pergunta: como transformar os pesos da vida em leveza de existir? “É o questionamento que constrói nossa narrativa. Como não ficar preso em dificuldades, em tragédias e usar tudo isso em aprendizagem, crescimento e superação das tristezas”, detalha.

O elefante foi o símbolo escolhido pela diretora ao lado de outros objetos e imagens para traduzir o conceito e os contrastes. “É um espetáculo bem visual, de sonhos, fantasia e imagens oníricas embaladas por uma trilha sonora diversa, que vai da música clássica ao tango. Cada cena, em algum momento, tem uma oscilação, uma transformação contínua entre peso e leveza”, descreve Marcela.

Quando os elefantes saem para passear é uma peça sensorial que conecta o público a suas emoções. Poético em cada cena, o espetáculo revela as similaridades entre o ser humano e o animal ali representado. “O elefante tem uma casca dura e a gente também vai, ao longo da vida, criando cascas de proteção. É preciso deixar fluir a ternura, entrar no estado de ser mais permeável”, comenta a diretora. No currículo, o trabalho foi apresentado no Festival Dulcina, no Festival Brasília é um Espetáculo e no Festival Nacional de Teatro de Bolso, no qual ganhou o Prêmio de Melhor Direção. Além disso, acaba de retornar do Festival Integrado de Teatro e Letras em Lima, no Peru. “A obra de arte tem essa sutileza. Ela entra em camadas da gente que estão no subconsciente, no inconsciente, e o espetáculo tem muito essa característica de ir por outros caminhos que não são os da racionalidade, aqueles não percorridos ordinariamente”, conclui Marcela.

Serviço

Quando os elefantes saem para passear
Na Sala Multiuso do Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul). Peça tragicomédia da Cia. Marcela Hollanda. Nesta sexta (25/10) e sábado (26/10) às 20h e domingo (27/10) às 19h. Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada). Na bilheteria ou antecipados pelo Sympla. Classificação indicativa livre.

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