Brasília-DF,
21/FEV/2020

Livro-reportagem sobre Malala vira musical e dá ponto de vista de repórter

'Malala: A menina que queria ir para escola' segue a viagem de Adriana Carranca ao Paquistão

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Roberta Pinheiro Publicação:13/12/2019 06:03Atualização:12/12/2019 20:45
História da paquistanesa Malala, contada pela jornalista Adriana Carranca, ganha adaptação para o teatro com músicas de Adriana Calcanhoto (Flávia Canavarro/Divulgação)
História da paquistanesa Malala, contada pela jornalista Adriana Carranca, ganha adaptação para o teatro com músicas de Adriana Calcanhoto

 
O poder da transformação. Transformar quintal em palco, peteca em caneta, balão em abóbora, tijolo em cadeira, carência em riqueza. Idealizado pela atriz Tatiana Quadros, com direção de Renato Carrera e adaptação de Rafael Souza-Ribeiro, o espetáculo musical Malala, a menina que queria ir para a escola é a primeira adaptação teatral do livro-reportagem da escritora e jornalista Adriana Carranca. 

Contada em primeira pessoa, a peça narra a viagem de Adriana ao Paquistão, dias depois do atentado à vida de Malala por membros do Talibã, por defender o direito de meninas à educação. “Ela se questiona o porquê uma menina de 15 anos sofre um atentado tão brutal por querer ir à escola e, nessa jornada, se depara com o universo da tribo de Malala e o poder de transformação por meio da educação, do amor e da liberdade. São três palavras-chave que guiam a história, o que aconteceu e o caminho”, detalha Tatiana. 

O relato da menina que nasceu em uma sociedade patriarcal e tribal, mas que, pelo olhar do amor e das oportunidades, sobretudo promovido pelo pai, um educador e ativista político, é transfigurado e encenado no palco a partir de uma ótica brasileira. Malala, a menina que queria ir para a escola é um espetáculo corporal, com dança, música ao vivo, projeções e interpretação, além de muitas brincadeiras no quintal de uma casa. “Os personagens não são fixos paquistaneses, são contadores de histórias. Fazemos tudo de uma forma lúdica e poética. Tudo foi pensado a partir da ideia de transformação. A Malala transforma o mundo de alguma forma pela possibilidade de educação que recebeu, de se expressar e queremos ampliar isso para os outros”, comenta a atriz. 

Apesar da ênfase, a interpretação e à narrativa, canções costuram as cenas trazendo leveza, poesia e graça. Entre o repertório do espetáculo, estão três músicas inéditas escritas pela cantora Adriana Calcanhoto. “Nesse momento, trabalhar com cultura, com teatro, falar de Malala, sobre o quanto a educação é fundamental e seu o oposto é a barbárie, não é uma arte simples. A gente acredita que é possível, também, transformar essa situação que a gente vive, não é uma questão de partido ou posicionamento político. Sentimos que está faltando muita resistência e amor, amor à arte e à humanidade”, finaliza Tatiana.

Serviço
Malala, a menina que queria ir para a escola
No Teatro da Caixa Cultural Brasília. Sexta, sábado e domingo, sempre às 17h. Ingressos: R$ 16 (inteira) e R$ 8 (meia-entrada) Livre para todos os públicos.

Tags: musical teatro

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