Brasília-DF,
25/SET/2020

Premiada, a peça 'Stanisloves-me' está em cartaz no Espaco Renato Russo

O espetáculo 'Stanisloves-me' utiliza da metalinguagem para homenagear o teatro e falar sobre questões humanas universais

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Roberta Pinheiro Publicação:10/01/2020 06:02Atualização:09/01/2020 20:04
A atriz brasiliense Bruna Martini comanda a cena acompanhada pelo músico Chico Mossri
 (Joel Rodrigues/Divulgação)
A atriz brasiliense Bruna Martini comanda a cena acompanhada pelo músico Chico Mossri

Antes de tudo, uma homenagem ao teatro. Utilizando-se da metalinguagem, o espetáculo Stanisloves-me, em cartaz este fim de semana no Espaço Cultural Renato Russo, trata dos processos teatrais, do ego das pessoas, mas, sobretudo, de questões humanas de ordem universal. “Mesmo para quem não tem uma vivência teatral, o espetáculo consegue se comunicar com as pessoas no que tange o processo de humanidade. A personagem se expõe a um nível que pode parecer ridículo, mas que é muito real. Ela expõe as próprias exigências, mostra que se leva a sério demais e o público consegue notar o quanto isso é frágil”, descreve a atriz brasiliense Bruna Martini.

No palco, a jovem comanda a cena, acompanhada pelo músico Chico Mossri. Do lado de fora, a direção fica por conta da também atriz Simone Reis, responsável pelo Teatro Pândego, grupo e linha de pesquisa vinculado ao Laboratório de Performance e Teatro do Vazio (LPTV), da Universidade de Brasília (UnB). “É um teatro aberto à criação. A gente só consegue preencher o que está vazio. É um local onde tudo é permitido, tudo pode, se couber e for interessante”, explica Bruna.  

Transitando entre o tragicômico, o denunciativo e até o musical — com paródias de Rita Lee e Freddie Mercury —, Stanisloves-me revela a obsessão de Maria, uma jovem atriz estudante de artes cênicas, pelo treinamento e pelo aperfeiçoamento. Uma questionadora ingênua abduzida por certezas estéticas e técnicas, cansada de sofrer por infinitas perguntas e crenças. “Ele não tem algo que o define estritamente. É justamente aí que ele tange a vida”, pontua a atriz. 

Para a brasiliense, o espetáculo pode despertar na plateia do riso à reflexão profunda. Tudo depende da forma como as cenas serão compreendidas pelo público. Na estrada com a peça desde 2016, Bruna teve momentos como os da personagem. “Quando a gente faz algo se entregando, ele transforma a gente também. A peça me fez perceber o quanto as minhas autoexigências, que são muito elevadas, são ridículas. Entendi que faz bem também não levar a vida tão a sério e saber que todo mundo tem problemas. É o olhar no espelho que passa pelo teatro, mas atinge todo mundo, todas as profissões”, conta. 

Em 2018, o monólogo levou o troféu de melhor sonoplastia do Prêmio Sesc do Teatro Candango, além de indicações a melhor figurino, melhor iluminação, melhor dramaturgia, melhor atriz e melhor direção. Stanisloves-me também rendeu indicações a prêmios nacionais e um troféu carioca de melhor atriz para Bruna Martini. 

Serviço

Stanisloves-me
Na Sala Multiuso do Espaço Cultural Renato Russo. Nesta sexta (10/1) e sábado (11/1), às 20h, e domingo, às 19h. Do Teatro Pândego, com Bruna Martini e o músico Chico Mossri, com direção de Simone Reis. Não recomendado para menores de 12 anos. Ingressos: R$15 (meia-entrada) e R$30 (inteira).

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