Brasília-DF,
12/DEZ/2019

Programas investem em realidades diferentes para prender o telespectador

Atrações como "Jovens assassinos" e "Guerra de entregas" ganham destaque na programação

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Isabella de Andrade - Especial para o Correio - Publicação:28/06/2015 08:10Atualização:26/06/2015 12:09
Em Guerra de entregas, o público viaja por rodovias americanas na boleia de caminhões de carga
 (Canal A&E/Divulgação)
Em Guerra de entregas, o público viaja por rodovias americanas na boleia de caminhões de carga
Os primeiros reality shows surgiram na tevê americana ainda na década de 1970 e fizeram sucesso no Brasil a partir dos anos 2000. A reinvenção da realidade e a possibilidade de explorar, observar e se envolver com situações reais é a fórmula certeira para atrair espectadores. No entanto, para permanecer na corrida pela audiência e continuar a despertar interesse, o formato teve que se reinventar.

De acordo com o pesquisador Cláudio Ferreira, que concluiu seu mestrado na área, o gênero tem algumas "ondas" que fazem sucesso e outros tipos que saem de cena. "Como as ideias para novos reality shows parecem inesgotáveis, e os custos são menores do que outros gêneros de programas (telenovelas, séries), e tanto a tevê aberta quanto a tevê a cabo investem sempre no gênero, acho que ele tem vida longa", afirma o pesquisador.

Se no início era possível observar apenas o desenrolar de histórias de um grupo de pessoas através da convivência, atualmente as dinâmicas dos realities se expandiram. Hoje, o público pode acompanhar conflitos dos variados tipos e até mesmo temas mais delicados de serem explorados.

Lado sombrio
"Como aparecem reality shows novos a todo momento, as emissoras investem em novidades que elas acham que vão atrair o público. Algumas destas novidades puxam para o lado mais sombrio do ser humano. Saber da vida dos outros é muito atraente, todos temos nosso lado voyeur", destacou Ferreira.

Os produtores precisam se diferenciar de seus concorrentes para atrair o público e, sendo assim, temas cada vez mais excêntricos ganham espaço. O pesquisador afirma, ainda, que olhar para programas estrangeiros com temáticas excêntricas pode trazer um certo alívio para o espectador e que "acompanhar o trabalho dos bombeiros e da polícia de países como os Estados Unidos pela televisão, por exemplo, mostra que muitas das emergências se parecem com as do Brasil. Problemas de grandes cidades do resto do mundo são comuns aos nossos. É essa matéria-prima que os reality shows exploram".

Assim, é possível explicar o atual interesse de brasileiros por reality shows com temáticas e propostas cada vez mais diversificadas e que muitas vezes pareceriam distantes de sua própria realidade.

Jovens assassinos
Fala sobre a revolta de adolescentes que toma proporções irremediáveis. A série tenta desvendar, a partir da opinião de psicólogos, testemunhas e da reconstrução de casos de repercussão. A&E, segunda, às 20h.

Guerra de entregas
A série acopanha veículos em rodovias americanas, em uma competição para descobrir quem consegue entregar as mercadorias mais incomuns, nas quantidades mais absurdas. A&E, quarta, às 22h.

Casamento à primeira vista
Seis pessoas ansiosas por uma vida a dois irão aceitar a proposta de um casamento literalmente à primeira vista. Os casais só se conhecem quando estão cara a cara, diante do altar. A&E, sexta, 23h.

Sozinhos

Dez homens entram na floresta levando apenas 10 itens. Eles ficam sozinhos em um território implacável. History Channel, quinta, às 22h.

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