Brasília-DF,
09/DEZ/2019

Relembre a era de ouro das novelas da década de 1970 que deixaram saudade

Com tramas mais atrativas e bem escritas, novelas da época prendiam a atenção dos telespectadores com roteiros e interpretações sublimes

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Vinicius Nader Publicação:15/11/2015 06:00Atualização:13/11/2015 13:39

 (Arquivo/TV Globo)
 

“Janete Clair fez isso há muitos anos. Cadê a novidade?”. “Ah, se Dias Gomes visse isso”. “Saudades de Ivani Ribeiro”. Pensamentos como esses passam pela cabeça de fãs de novelas que assistem às capengas tramas de atualmente. Atrações como Babilônia e A regra do jogo deixam muito a desejar às novelas exibidas na década de 1970, quando, além de Ivani, Janete e Dias Gomes, o público brasileiro já contava com o talento de Manoel Carlos, Benedito Ruy Barbosa e do novato Gilberto Braga.


Rainha da Tupi, Ivani assinou pelo menos três sucessos dos anos 1970: Mulheres de areia (1973) A viagem (1975) e O profeta (1977). Além da trama que conquistou o país, Mulheres de areia tinha um diferencial que chamava a atenção: Eva Wilma emprestava talento às gêmeas Ruth e Raquel. Polêmica à época por tratar de temas espíritas, Ivani marcou época com as outras duas tramas, protagonizadas respectivamente por Eva Wilma e Carlos Augusto Strazzer.


Conhecida como a maga das telenovelas, Janete Clair nasceu em 1925 e nos deixou em 1983 com um legado incomparável. Na década de 1970 seus três primeiros trabalhos já foram sucessos absolutos: Irmãos Coragem (1970), Selva de pedra (1972) e Pecado capital (1975). Grandes atores e atrizes da época, como Regina Duarte, Tarcísio Meira, Gloria Menezes e Francisco Cuoco até hoje elegem os trabalhos com Janete os melhores de sua carreira. Como esquecer, por exemplo, a cena final de Pecado capital, quando, ao som de Paulinho da Viola, a imagem do personagem de Cuoco é congelado sobre uma chuva de cédulas. Dinheiro na mão é vendaval.


Era comum na década de 1970 que autores de teatro fossem para a tevê. Esse foi o caminho trilhado por Dias Gomes. Com temas como racismo, coronelismo, corrupção e religião – uma inovação – ele assinou pelo menos quatro sucessos nos anos 1970: Bandeira 2 (1971), O Bem Amado (1973), O espigão (1974) e Saramandaia (1976).
Mestres que fizeram e continuam fazendo sucesso em remakes e reprises. Deixaram saudades.

Saiba mais


Remakes
A década de 1970 foi tão rica que até hoje as novelas da época geram remakes. Ivani Ribeiro morreu em 1995 e chegou a assinar os remakes de Mulheres de areia e A viagem para a Globo na década de 1990. Ela também teve O profeta refilmada já nos anos 2000. Além disso Meu pedacinho de chão (1971), O astro (1977) e Cabocla (1979), entre tantas outras, ganharam versões novas.

Pela primeira vez
A época era de pioneirismos: Janete Clair atingiu 100% de audiência com o último capítulo de Selva de pedra (1972); Walther Negrão escreveu a primeira ação de merchandising em O primeiro amor (1972); Dias Gomes estreou a primeira novela inteiramente em cores da tevê brasileira com O Bem Amado (1973); e Dancin Days (1978) foi a primeira novela brasileira destacada na capa de uma revista americana.

Direto do rádio
Das ondas do rádio, a Tupi resgatou, em 1978, O direito de nascer. Sucesso absoluto num dos últimos anos da emissora, que fecharia dois anos depois.

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