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21/SET/2017

Você se lembra? No Limite foi o primeiro reality show da TV e trouxe provas emocionantes

No limite misturava um grupo de 12 pessoas, em um lugar inóspito %u2014 geralmente uma praia

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Ataide de Almeida Jr. Publicação:10/01/2016 07:00Atualização:11/01/2016 19:18

 ( TV Globo / Bia Guedes)
 


A virada do ano de 1999 para 2000 trouxe uma novidade para a televisão brasileira — e não foi culpa do bug do milênio. Os reality shows começaram a tomar forma por aqui, principalmente quando foi lançado No limite, em 23 de julho de 2000.
Baseado no grande sucesso norte-americano Survivor, No limite misturava um grupo de 12 pessoas, em um lugar inóspito — geralmente uma praia. Os participantes passavam por provas para conseguir comida, algum tipo de conforto, como barracas, e, claro, o direito de não ser eliminado do programa. Os 12 eram divididos em dois grupos.


Duas características chamavam bastante a atenção em No limite. A primeira é que nunca antes os espectadores puderam acompanhar as variadas personalidades dos participantes durante um programa de televisão. No começo, um competidor tinha cara de bonzinho, mas demonstrava avareza na hora da distribuição da comida. Essa possibilidade, que mais parecia uma novela, conquistou o público e foi bem explorada em outros realities da emissora, como o BBB.


A segunda era a megaestrutura. Apenas na primeira edição, mais de 100 profissionais, incluindo 10 operadores de câmeras que se revezavam 24 horas para acompanhar os participantes, fizeram parte da atração.
Foram, no total, quatro edições. Na primeira, a vencedora foi a paulistana Elaine Cosmo de Melo, que estava desacreditada por não se encaixar nos padrões de beleza da sociedade. No entanto, ela conseguiu vencer a participante Pipa, que tinha um corpo atlético e parecia ter mais jogo de cintura para as provas físicas. Já a segunda temporada, em 2001, consagrou o goiano Léo após uma prova que só teve o resultado divulgado ao vivo. No mesmo ano, em uma edição chamada No limite — Metal, ganhou o policial Rodrigo. E, em 2009, a goiana Lúcia levou R$ 500 mil.


CURIOSIDADE


Preconceito
Infelizmente, uma das lembranças de No limite foram as atitudes de preconceito por parte dos competidores. Na primeira edição, o participante sentiu-se discriminado pelos demais concorrentes por ter sido chamado de “crioulo” no ar. Na temporada Metal, a dona de casa Claudia Lúcia disse que não gostaria de ver as filhas dela casadas com negros.

Formato
Os detentores dos direitos de Survivor entraram com um processo contra a Globo alegando que a emissora copiou o programa sem pagar por ele. Assim, após ir ao ar a última edição de 2001, a transmissora tirou do ar a atração. Apenas em 2009, quando regularizou a situação, voltou a exibir o reality, inclusive com direito a usar as trilhas
originais e vinhetas.

Spin-offs
Todo mundo quis se aproveitar do sucesso de No limite. No ano de estreia, o Caldeirão do Huck lançou o Caldeirão no limite, com equipes formadas por familiares dos competidores originais. Além dele, Faustão decidiu que seria uma boa colocar várias pessoas em algum lugar e criou o Sufoco, com uma casa de vidro que podia ser acompanhada 24 horas por dia.

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