Brasília-DF,
15/JUL/2018

Gustavo Mendes retorna à capital para shows do espetáculo Com tudo dentro

O ator ficou conhecido nacionalmente pela imitação da presidente Dilma Rousseff

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Publicação:21/11/2014 08:32Atualização:21/11/2014 15:52
A imitação da presidente Dilma Rousseff tornou Gustavo Mendes conhecido em todo o país
 (Band/Divulgação)
A imitação da presidente Dilma Rousseff tornou Gustavo Mendes conhecido em todo o país
"O que faz as pessoas gargalharem?" foi a pergunta que o ator Gustavo Mendes fez ao público que o acompanha em todo o Brasil. O mineiro da cidade de Guarani, que ficou famoso pela interpretação da presidente Dilma Rousseff, utilizou mais de 100 mil respostas para elaborar aquele que é apontado como o seu espetáculo mais engraçado. Com tudo dentro é o nome da nova apresentação de Gustavo, que desembarca em Brasília para duas sessões neste fim de semana no Teatro dos Bancários.

Gustavo Mendes tem origens nos palcos, mas foi na internet que se tornou viral, justamente com a imitação da presidente da República. Com mais de 20 milhões de visualizações no YouTube, o ator ganhou destaque nacional, participando de quadros do programa Casseta & Planeta - Vai fundo, Zorra total e, atualmente, da atração Agora é tarde. O espetáculo Com tudo dentro é a união de personagens que fazem parte da carreira de Gustavo, mesclando textos, piadas e músicas que prometem divertir a plateia.

Confira a entrevista com o ator Gustavo Mendes


Você nasceu em uma cidade pequena no interior de Minas, quais caminhos trilhou para conseguir esse sucesso?

 

Comecei no teatro, fiz muito teatro. Depois passei a me apresentar em bares, dai veio a internet e a coisa toda explodiu.

 

Quem são/foram suas referências humorísticas ao longo de sua carreira?

 

Primeiro comediante que vi ao vivo foi Pedro Bismarck. Quando criança eu quis ser Ronaldo Golias. Chico, Tom também me inspiraram.

 

De que forma pensa que o humor pode se relacionar com a política e como o cotidiano? Acredita que o humor que você produz vai além de entretenimento?

 

Eu acredito que o humor seja uma ferramenta eficaz para se atingir um alvo. Com humor pode-se falar qualquer coisa e melhor, faz com que a mensagem seja ouvida. O humor que eu faço tem a pretensão de entreter e fazer rir, mas sei que vai além e vai naturalmente. Por isso o faço com responsabilidade.

 

Como foi a fase de adaptação entre a linguagem de teatro para a internet?

 

Não teve fase, nem preparação, nem a intenção de fazer internet. Foi ao acaso, foi despretensioso e foi puramente intuitivo.

 

Você já participou de programas de humor popular, como o Zorra Total, que, após tantos anos no ar, está para acabar. O que pensa a respeito disso? Acredita que esse formato de programa ainda tem espaço na tevê ou o ‘popularesco’ deixou de atrair o público?

 

Tem espaço, vida longa e prestígio. O problema do Zorra foi que podaram muito a criatividade do elenco e redação, quem faz o programa cansou de fazer. Perderam o tesão.

 

Antes de ir para o Agora é tarde, a personagem Dilma apareceu na última investida da turma do  Casseta & Planeta na televisão, que não durou muito tempo. Acredita que foi lá que a personagem ganhou mais popularidade? Como era o trabalho com o pessoal do Casseta?

 

Lá eu aprendi a ser um trabalhador de TV. Foi a melhor experiência da minha vida, os cassetas são generosos e geniais, devo tudo aos caras. Mas a grande popularidade da personagem vem da internet.

 

Humoristas que não tinham espaço na televisão ou no teatro viram na internet uma forma de se lançarem de forma independente. Como você vê a utilização dessa plataforma tanto para o humor quanto para outros tipos de produção? É um canal mais democrático que os outros meios?

 

Mais democrático e prático. Na internet eu assisto o que quero e quando quero.

 

As apresentações do tipo stand-up comedy tiveram uma explosão nos últimos três anos. Acredita que a tendência agora é de selecionar os melhores? Ou ainda há muitos talentos a serem descobertos?

 

A explosão foi em 2008/2009/2010. Hoje caiu, ficaram uns 5 viajando e fazendo grandes casas de show e etc.

 

Como foi representar a Dilma ao longo da última eleição? Acredita que, de certo modo, a reeleição dá uma vida extra ao personagem? E se ela não tivesse sido reeleita, pensa que isso teria afetado de alguma forma?

 

Foi muito legal, foi leve, sem represálias. A Dilma ter ganho deu sobrevida à minha personagem, se ela perdesse, em pouco tempo a personagem deixaria de existir.

 

Desde que se apresentou como Dilma pela primeira vez, o que mudou em sua atuação? Como enxerga sua evolução pessoal e artística?

 

Tudo! Teatro é a arte de fazer, é a arte da repetição para a perfeição. Desde que comecei me tornei outro artista, outra pessoa. Um artista melhor, uma pessoa melhor, porque o trabalho me faz melhor e eu amo o trabalho, não o que o trabalho me da, caguei pra fama e grana, gosto é de fazer.

 

Apesar de sua interpretação da Dilma ser a mais famosa, você interpreta várias outras personagens. Acredita que pode ser prejudicial para uma ator ficar marcado apenas por uma interpretação? Quais são os desafios na hora de divulgar os outros personagens?

 

Eu tinha esse medo no começo, hoje não mais, consegui mostrar que não sou só a Dilma. Como meu foco é fazer de "cara limpa", não tenho entregado outros personagens.


Com tudo dentro

Teatro dos Bancários (314/315 Sul; 3034-6560 / 3262-9090). Amanhã e domingo, às 19h. Ingressos: R$ 80 e R$ 40 (meia). Não recomendado para menores de 16 anos.

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