Brasília-DF,
22/FEV/2018

Exposição sobre o cerrado alerta para a difícil situação desse bioma

Segundo maior e mais ameaçado bioma do país, o cerrado é lembrado na exposição Poço

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Leonardo Fernandes especial para o correio Publicação:16/10/2015 06:10

Mostra fica em cartaz na Galeria Athos Bulcão até 5 de novembro (Peninha/Divulgação)
Mostra fica em cartaz na Galeria Athos Bulcão até 5 de novembro

O cerrado brasileiro e sua atual situação estão representados na exposição da artista plástica radicada em Brasília Janice Affonso. Intitulada Poço, a exposição está em cartaz na Galeria Athos Bulcão até 5 de novembro.
Tamanduás, onças e lobos se misturam a aves e cupinzeiros na galeria, mostrando a exuberância do cerrado, o segundo maior e o mais ameaçado bioma do país.


Nascida no Rio de Janeiro, Janice Affonso vive em Brasília desde os 12 anos. Aqui, diz ter aprendido não só a amar o cerrado, como a vivê-lo. E essa vivência se reflete em sua arte.


“O meu lado ambientalista sempre conviveu com o meu lado artístico. Esta exposição é uma resposta minha a um chamado: sinto a voz do cerrado pedindo ajuda”, conta a artista, que, na exposição, apresenta uma instalação simulando um poço, com as obras expostas ao fundo, refletindo a difícil situação dessa vegetação no Brasil.


Ela teve o cuidado de se dedicar a animais em processo de extinção, como o urubu-rei e a onça-negra. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, estima-se que 20% das espécies nativas e endêmicas do cerrado já não ocorram em áreas protegidas e que pelo menos 137 espécies de animais desse bioma estejam ameaçadas de extinção. “Criar sobre cerrado é uma paixão e uma forma de ativismo, além de pedagógica”, complementa.
A exposição Poço integra o projeto Seres Alados do Cerrado, contemplado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC), e deve receber visitas, que incluirão oficinas, de escolas das redes pública e particular do Distrito Federal.

Serviço
Exposição Poço – Janice Affonso
Galeria Athos Bulcão, anexo do Teatro Nacional Cláudio Santoro. Até 5 de novembro. De segunda a sexta-feira, das 8h às 19h; sábados e domingos, de10h às 19h. Entrada franca. Classificação livre.

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